Crítica: O Voo de Tulugaq

Por Fabricio Duque

Ficha Técnica

Direção: André Guerreiro Lopes
Roteiro: André Guerreiro Lopes
Fotografia: André Guerreiro Lopes
Montagem: André Guerreiro Lopes
Música: Livio Tragtenberg
País: Brasil
Ano: 2010
Duração: 9 minutos

A opinião

“Como bom enigma, devo conserva-lo. O corvo para os esquimós: a luz nas trevas”, disse o diretor na apresentação de seu curta no cinema Odeon Br. O filme retrata o voo de corvos, no Alasca, formando imagens abstratas. Deixa-se acontecer com camera lenta, comportado-se como um episódio do National Geografic. Eles voam em dupla ou em grupo.

O conceito, inicialmente contemplativo, torna-se genial no final. Absorve-se momentos sem limites a fim de preparar o olhar para o que vem em seguida. É lento, repetitivo, extremamente experimental, mas o término atinge, entre paisagens mortas e vazias, o objetivo que se quer: conduzir o espectador à inteligência da perspicácia da imagem. Muito bom.

A Sinopse

Uma tarde de outono no Alaska. Corvos surgem entre árvores secas e se lançam ao vento, criando uma enigmática coreografia de formas, atrações, desencontros e mergulhos no vazio.

O Diretor

Cineasta, ator e diretor teatral. É diretor de fotografia do longa-metragem Canção de Baal, de Helena Ignez, e diretor do cine-espetáculo Tragicomédia de um Homem Misógino, de Evaldo Mocarzel. É protagonista de Luz nas Trevas, de Helena Ignez e Ícaro Martins, também exibido no Festival do Rio deste ano.

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