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O Novo Cinema da Malásia


Apresentando a Malásia

A Malásia é um país localizado no sudeste asiático e é dividido basicamente em duas grandes porções de terra, separadas pelo Mar do Sul da China. Uma é continental, limitada, ao norte, pela Tailândia e a sul por Singapura e a outra é insular, basicamente na ilha de Bornéu, toda limitada pela Indonésia, de oeste a leste.
O clima da Malásia é quente e úmido e caracterizado, como muitos países do sudeste asiático, por monções, ventos tropicais que se alternam durante as estações do ano. O relevo malasiano é formado de planícies e regiões montanhosas. Dois dos picos mais altos do sudeste asiático estão localizadas na Malásia.

A Malásia é uma sociedade multicultural, com malaios, chineses e indianos a compartilhar o país. Os malaios são a maior comunidade, atingindo 60% da população. 30% de chineses e 10% de indianos. São muçulmanos, falam malaio (Bahasa Melayu) e são em grande parte responsáveis pela orientação política do país. O malaio é a língua oficial do país, mas o inglês é muito falado.

Em 1948 os britânicos formaram a Federação Malaia, que conseguiu a sua independência em 1957. A capital do país é Kuala Lumpur.

É o maior produtor mundial de borracha, óleo-de-palma e estanho. Toda esta produção resultou da união da Malásia Ocidental (agora peninsular) com a Malásia Oriental (Saba e Sarawak, na ilha de Bornéu).

Ao entrar para os Tigres Asiáticos, a modernização foi um pré-requisito. A tecnologia foi a única identidade. O governo – federal constitucional, monarquia eletiva e democracia parlamentar – incentivou o exagero arquitetônico como o Petronas Tower (foto), com 452 metros, inaugurado em 1998. Há salas de orações para os fieis islâmicos, a maioria religiosa no país. O paisagismo do piso foi concebido pelo brasileiro Burle Marx.

A estimativa população é de 30 milhões de habitantes que utilizam a moeda
Ringgit.

Faça Você Mesmo: O Novo Cinema da Malásia

Um dos organizadores disse “nunca trabalhei com tantos formatos diferentes”. A realidade com novas tecnologias aplicadas em escala mundial traduzindo imagens quase instantâneas é a oportunidade para que o cinema brasileiro possa realizar um intercâmbio com o cinema malaso. Os filmes chamam atenção por serem feitos com baixo orçamento e apresentarem um resultado original. A curiosidade sobre o País aumenta a medida que os filmes vão sendo vistos. A pergunta de como isso foi feito com tão pouco dinheiro pulula nas mentes dos espectadores. A Malásia democratizou os meios de produção com a sua revolução digital.

O Novo Cinema

Malásia já foi sede de grandes estúdios de cinema, que foram desaparecendo no final dos anos 1980. Só durante a década de 90, veio um novo e vigoroso cinema independente. Os diretores de lá trabalham em um intercâmbio comunitário (forma colaborativa de um ajudar o outro). A maioria dos filmes não tem permissão das organizações de cinema. Usam vídeo digital, não-atores e uma equipe reduzida. Ainda devem passar pelo Comitê Nacional de Censura. O tema de alguns cineastas é o individualismo urbano alienante. É conhecido como “Do It Yourself” (Faça você mesmo). Eles vêm ganhando maturidade e segurança, tentando achar suas vozes e estilos próprios. Usam cenários naturais por serem mais baratos. “Esses diretores não enxergam no digital uma limitação para as qualidades plasticas da imagem”, diz Luiz Carlos Oliveira Jr., critico de cinema e pesquisador.


Trechos de um Carta virtual da Curadora aos amigos

“Eu segui para o filme da Malásia (no Festival de Rotterdam) “Love Conquers us all”, a diretora, uma fiapinha micra, num terninho pescando siri, fez o filme com dez mil euros, que ela havia recebido para escrever esse roteiro pelo fundo Hubert Bals, que é dado aqui no Festival para novos cineastas para desenvolver projetos, produzir, escrever etc. Não pisquei no filme, gostei muito! De onde vem essa coragem desse cinema, desse país, de fazer um novo cinema? Existe poesia lá, muita.”

“Singeleza das imagens. Força das imagens. Poesia. Despretensão. Arrebatamento”, A curadora da Mostra Tatiana Leite definiu o cinema da Malásia, que é hoje a perfeita tradução do velho hibridismo cultural.

Entrevista Tatiana Leite (Curadora da Mostra)

“Eu não consegui piscar. O filme me arrebatou. A diretora tinha feito o filme com dez mil euros. Ele é impactante. Você é levado por ele. Simples, despretensioso. O talento da diretora está muito presente ao longo do filme. Vai se revelando aos poucos, quando vc vê já está totalmente dentro da história. Tinha outros filmes malaios passando. Eu assisti todos. No final do festival, eu tinha certeza que tinha alguma coisa passando pela Malásia. Fui conversar com os diretores, tocamos e-mails. O que mais me chamou a atenção foi o baixo orçamento do filme e a dificuldade de captar. Os diretores da malásia podiam trocar idéias e isso poderia ser produtivo para a gente.

“O que é importante colocar no seu texto é a palavra despretensão. Existe uma mistura de despretensão e poesia. Essa simplicidade dela é muito cativante. Os filmes hoje têm um nível de pretensão. O cinema malaso vem na contramão e aproxima mais você da imagem. Acessibilidade dos diretores que também são simples. Reconhecimento nos festivais a fora. Uma troca entre o Brasil e a malásia. Dois cinemas que podem se comunicar”

A Programação da Mostra (Clique na foto)

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