Crítica: O Bolo

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Ficha Técnica

Direção: Robert Guimarães
Roteiro: Robert Guimarães
Elenco: Fabiula Nascimento, Eriberto Leão, Flavio Bauraqui
Fotografia: Gabriel Mellin
Montagem: Bernardo Jucá
Música: Lui Coimbra, Marco Suzano
País: Brasil
Duração: 15 minutos

A opinião

“O Bolo” é um curta sobre a maconha, que aborda este tema com humor e diversão. Inicia-se com a preparação de um bolo de chocolate com o principio ativo da droga. Aborda também as religiões evangélicas e macumbeiras. Sempre no contraste entre estereótipos sociais. A atriz, Fabiula Nascimento, entrega-se totalmente ao papel. Vivencia os efeitos da droga, mudando percepções das próprias crenças, tendo a camera participando como essa visão. A epifania de se dançar indiano, de tomar banho de borracha por causa do calor, de ver cores, expressar sensações diferenciadas, a sensualidade descoberta, o jazz, o funk, a Marylin Monroe, tudo gerado pela maconha.

Politicamente é um filme tendencioso, que levanta a bandeira as benefícios da droga. A maconha salva e abre a mente. Mas, no geral, não quer ser polêmico, mas brincalhão. Extremamente divertido, mesmo quando o filme se perde na festa, que é o flashback explicando o que aconteceu. Concluindo, é um filme que não se pretende ser nada, apenas divertir com um tema polêmico. Repare na porta da geladeira: o Festival do Rio como imã e o quadro Volver, de Almodovar.

A Sinopse

Empregada doméstica religiosa vive situações hilárias ao provar bolo feito com hemp. As sensações do “doce mágico” despertam sua sensualidade e ela encontra no porteiro a realização de suas secretas fantasias sexuais.

O Diretor

Nasceu em 1966. Diretor, roteirista e produtor carioca, criador da Babilônia Feira Hype. No cinema, retoma a linguagem da sua peça Flor de Obsessão (1994), inspirada em Almodóvar e Nelson Rodrigues. Este é seu primeiro filme.

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