O CINEMA DE MAURICE PIALAT

de 29 de janeiro a 10 de fevereiro 
no CCBB – RJ
o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a Mostra “O Cinema de Maurice Pialat” – oportunidade única de mergulhar na obra de um dos principais cineastas de década de 70, pós-Nouvelle Vague francesa. Muitos de seus filmes permanecem ainda desconhecidos no Brasil.
Com curadoria de Fábio Savino, a mostra traz na sua programação todos os longas-metragens de Maurice Pialat, inclusive o vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1987, Sob o sol de Satã, além de A infância nuaNós não envelheceremos juntosVan Gogh, A ferida aberta, Antes passe no vestibular, Loulou, Aos nossos amores, Polícia e O garoto, quase todos exibidos em películas 35mm. Os temas dos filmes vão desde os últimos dias do pintor Van Gogh até a vida de um garoto abandonado.
A mostra “O Cinema de Maurice Pialat” também exibirá seis de seus curtas-metragens – os chamados “Curtas Turcos”. O evento é uma realização do Centro Cultural Banco do Brasil com produção da Vai e Vem Produções Culturais, apoio da Embaixada da França, Da Cinemateca da Embaixada da França, do Institut Français e da Fundação Clóvis Salgado.
Sobre o diretor

Maurice Pialat, antes de iniciar sua carreira no cinema, trabalhou como pintor e estudou na escola de Artes Decorativas de Paris, mantendo-se sempre próximo do universo das artes. Trata-se de um dos autores mais relevantes do cinema francês, pós-Nouvelle Vague.
Em seus filmes, os planos se sobressaem em relação ao conjunto, assim como os atores ganham mais atenção do que qualquer perfeccionismo formal. Maurice Pialat retratou personagens transgressores e deslocados da sociedade francesa. Suas (não) narrativas são construídas de modo a dar importância fundamental ao trabalho de improvisação do elenco. O cineasta trabalhou com nomes de peso do cinema francês, tais como Sandrinne Bonnaire, Isabelle Huppert e Gérard Depardieu. 
Grande nome do cinema francês ainda hoje, Pialat ganhou em 1987 a Palma de Ouro no Festival de Cannes pelo filme Sob o sol de Satã. Nos últimos anos, o diretor, que morreu em 2003, tem recebido homenagens em todo o mundo; uma das mais importantes aconteceu esse ano na Cinemateca Francesa em Paris.
Longas-metragens:
Infância nua (L’Enfance Nue, França, 1968, 12 anos, 83’)
François é um menino que, após ter sido abandonado por sua mãe, mostra uma conduta agressiva que o impede de se integrar ao mundo que o rodeia.
Nós não envelheceremos juntos (Nous ne vieillirons pas ensemble, França e Itália, 1972, 18 anos, 115’)
Um homem casado mantém uma intensa relação extraconjugal, porém, não decide nunca pelo divórcio. Eterno insatisfeito, ele torna impossível a vida com sua amante. E o sentimento entre os dois transforma-se numa lenta e dolorosa ruptura.
A ferida aberta (La Gueule Ouverte, França, 1974, 16 anos, 82’)
Uma mãe descobre que está irremediavelmente doente. Então, decide partir para o interior com seu filho e sua nora, para passar seus últimos momentos na casa onde viveu e criou o filho. Porém, nesse momento a casa é ocupada por seu distante e infiel marido.
Antes passe no vestibular (Passe ton bac d’abord…, França e Canadá, 1978,14 anos, 86’)
O filme mostra a vida de um grupo de amigos da região de Lens, uma região mineradora. Alguns terminam os estudos sem grandes convicções, outros passam de pequenos bicos ao desemprego. Por que fazer o esforço de passar no vestibular se o futuro é tão incerto? No bistrô onde se reúnem, longe das cobranças da família e da escola, novos casais surgem, depois se separam… A incerteza da juventude é simplesmente vivida.
  
Loulou (França, 1980, 14 anos,110’)
Nelly troca o marido grosseiro pelo ex-detento Loulou. Ele não quer trabalhar, mas não se importa de roubar. Ela trabalha, mas fica indo e vindo para seu ex pelas mais variadas razões.
Aos nossos amores (À nos amours, França, 1983, 14 anos, 95’)
Suzanne, 15 anos, têm relações sexuais com muitos rapazes, mas não consegue amar nenhum deles. Sua família não consegue entendê-la, e seu pai não gosta de seu comportamento. Quando ele sai de casa, a mãe se torna ainda mais neurótica, e o irmão de Suzanne, Robert, começa a espancá-la como castigo.
Polícia (Police, França, 1985, 14 anos,113’)
O inspetor Maugin está constantemente no encalço de pequenos traficantes de droga. Durante uma batida policial conhece Noria, namorada de um traficante, por quem se apaixona. Tornam-se amantes e ela passa a correr risco de vida.
Sob o sol de satã (Sous le soleil de Satan, França, 1987, 16 anos,93’)
Dossignan é um sacerdote muito zeloso de uma paróquia rural. O seu superior Menou-Segrais sempre tenta ajudá-lo em suas dúvidas, porém, numa ocasião Dossignan será tentado pelo Satanás e não poderá pedir ajuda. Ele tentará salvar a alma de Mouchette, uma jovem que matou um de seus amantes.
Van Gogh (França, 1991, 14 anos, 158’)
Pialat se concentra nos últimos 67 dias de vida de Van Gogh. No final da primavera de 1890, o pintor se muda para Auvers-sur-Oise, onde se hospeda sob os cuidados do Dr. Gachet. Acompanhamos seu envolvimento amoroso com a filha do Dr. Gachet e seu relacionamento conturbado com o irmão Theo. Com uma linda fotografia que remete às obras de Renoir e Manet, Pialat realiza um fascinante retrato da vida íntima e do cotidiano desse genial artista.
O garoto (Le Garçu, França, 1995, 12 anos, 102’)
Gérard e Sophie têm um filho chamado Antoine. Gérard começa a se distanciar de Sophie e os dois discutem constantemente. Mesmo depois de deixar sua família, Gérard não abandona o filho. Fora o tempo que passa com a criança, divide sua vida entre suas amantes e seu trabalho. O trauma que a morte de seu pai lhe causou, é o motivo que leva Gérard a retornar constantemente à sua casa e manter um forte laço com seu filho, Antoine.
Curtas-metragens
O mestre Galip (Maître Galip, França,1964, 11’)
Narração de André Reybaz. A partir dos poemas de Nazim Hikmet (Eu tenho 60 anos, se pudesse cinco anos ainda viveria), as imagens se formam, nos rostos filmados em close, a atmosfera da cidade de Istambul é transmitida como eco da tristeza resignada do poeta. 
                                                                                                   
Bizâncio (Byzance, França, 1964, 11’)
Narração de André Reybaz. Documentário sobre a queda e a pilhagem da cidade de Bizâncio, ocorrida entre 1451-1453. 
Pehlivan- os lutadores turcos (Pehlivan, França, 1963, 13’)
Filme sobre um tradicional campeonato de luta turca. Os lutadores vestem coletes de couro para se enfrentarem. No intervalo entre lutas, dançarinas do ventre fazem uma apresentação. 
Istambul (Istanbul,  França, 1964, 13’)
Retrato do cotidiano dos diferentes bairros de Istambul. Um olhar atento ao cotidiano da cidade, distante das atrações turísticas e voltado para os habitantes, para o comércio, as atividades praticadas na rua e a circulação de pessoas.  
O chifre de ouro (La corne d’or, França, 1964, 12’)
Narração de André Reybaz. Cidade de sultões e haréns, de mosteiros e do Islã. Retratos de um tempo onde diferentes comunidades (turcos, gregos, armênios, judeus) viviam em harmonia.
O estreito de Bósforo (Le Bosphore, França, 1962, 14’)
Em oposição a Istambul que representa a cidade grande, o filme evoca o passado da cidade (Bizâncio, Constantinopla, Istambul). Apresenta as mais diversas localidades, monumentos presentes na região e os símbolos da sua história.
Programação
 Dia 31 de janeiro  | sexta-feira
15h30 – Sessão Curtas-metragens Turcos | O Mestre Galip, Bizâncio, Pehlivan- os lutadores turcos, Istambul, O Chifre de Ouro, O Estreito de Bósforo | 74min | 35mm | 12 anos
17h30 – A ferida aberta | 82min | DVD | 16 anos
19h30 – O garoto | 102 min | 35mm | 12 anos
Dia 01 de fevereiro | sábado
17h – Nós não envelheceremos juntos | 115min | 35mm | 18 anos
19h – Polícia | 113min | 35mm | 14 anos

Dia 02 de fevereiro | domingo
17h – Loulou | 110min | 35mm | 14 anos
19h – Infância nua | 83min | 35mm | 12 anos
Dia 03 de fevereiro | segunda-feira
14h30 – Van Gogh | 158min | 35mm | 14 anos
17h30 – Nós não envelheceremos juntos | 115min | 35mm | 18 anos
19h30 – Antes passe no vestibular | 86min | DVD | 14 anos
Dia 05 de fevereiro | quarta-feira
15h30 – Sob o sol de satã | 93 min | 35mm | 16 anos
17h30 – Polícia | 113min | 35mm | 14 anos
19h30 – Sessão Curtas-metragens Turcos | O Mestre Galip, Bizâncio, Pehlivan- os lutadores turcos, Istambul, O Chifre de Ouro, O Estreito de Bósforo | 74min | 35mm | 12 anos
Dia 06 de fevereiro | quinta-feira
15h30 – Infância nua | 83min | 35mm | 12 anos
17h30 – O garoto | 102 min | 35mm | 12 anos
19h30 – A ferida aberta | 82min | DVD | 16 anos
Dia 07 de fevereiro | sexta-feira
15h30 – Antes passe no vestibular | 86min | DVD | 14 anos
17h30 – Loulou | 110min | 35mm | 14 anos
19h30 – Nós não envelheceremos juntos | 115min | 35mm | 18 anos
Dia 08 de fevereiro | sábado
17h – Sob o sol de satã | 93 min | 35mm | 16 anos
19h – Aos nossos amores | 95min | 35mm | 14 anos
Dia 09 de fevereiro | domingo
17h – Sessão Curtas-metragens Turcos | O Mestre Galip, Bizâncio, Pehlivan- os lutadores turcos, Istambul, O Chifre de Ouro, O Estreito de Bósforo | 74min | 35mm | 12 anos
18h30 – Van Gogh | 158min | 35mm | 14 anos
Dia 10 de fevereiro | segunda-feira
15h30 – Polícia | 113min | 35mm | 14 anos
17h30 – Aos nossos amores | 95min | 35mm | 14 anos
19h30 – O garoto | 102 min | 35mm | 12 anos

SERVIÇO

O CINEMA DE MAURICE PIALAT

Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Curadoria: Fábio Savino
29 de janeiro a 10 de fevereiro – CCBB Rio de Janeiro
Salas de Cinema 1 (98 lugares)
Rua Primeiro de Março 66, Centro, tel (21) 3808-2020
Ingresso: R$ 4 e R$ 2 (meia).

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