30 Vertentes Através do Curta Cinema 30 Anos

Mostra 30 Vertentes do Cinema Brasileiro Através do Curta Cinema acontece online e gratuita de 18 a 23 de março aqui no site

Por Fabricio Duque

O mundo mudou. Não é mais o que era há trinta anos. Algumas evoluções. Alguns retrocessos. Possibilidades infinitas e múltiplas nas comunicações. Todo esse elemento temporal também inevitavelmente altera e remodela nossa visão sobre o ambiente-meio em que se vive. O audiovisual não poderia ser diferente. Acompanhou a remodelação-espelho de todas essas transformações e documentou (pela realidade e/ou ficção e/ou fabulação) a própria História do Cinema, que, a cada melhoria-atualização, facilitava o acesso-experiência aos filmes. Construiu-se assim um arquivo de memórias, de fatos e de comportamentos culturais. Se assistirmos a trajetória da cinematografia brasileira, então perceberemos que só se olharmos para o antes é que compreenderemos melhor o agora. Por conta disso, a preservação é tão necessária, obrigatória e mais que um dever cívico. Nela encontramos nossa História e o que se pensava como uma proposta de Brasil. Pelo futebol, pela política, pela religião e até mesmo pelo característico “jeitinho brasileiro”, de “dançar conforme a música”.

A magia da sétima arte está acima de tudo em sua imagem. Qualquer formato, estética e exercício de linguagem de uma obra possui sua importância e relevância. Pode ser em 35mm, 16mm, Super8, digital, celular, independente da ideia, do discurso e/ou do conceito. É aí que entra o curta-metragem, um filme que conta sua história mais objetiva e com uma duração menor. Com isso em mente, o Curta Cinema é criado em 1991, poucos dias antes da assinatura do Tratado de Assunção, que estabelece o Mercosul. Os quatro países Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai permitiram juntos que fosse possível (não mais utópico) expandir geografias e olhares. Imbuído dessa liberdade, o festival internacional de curtas-metragens do Rio de Janeiro exibiu retratos urgentes, plurais e transgressores de, sobre e para um povo em transmutação.

Para comemorar as Bodas de Pérola do Curta Cinema 30 Anos – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, que acontece de 17 a 24 de março, o site Vertentes do Cinema propôs a mostra “30 Vertentes do Cinema Brasileiro Através do Curta Cinema”, um recorte do que aconteceu nesses trinta anos. Um atravessamento que entrecortou a História do Brasil refletido inteiramente por lentes-olhares de cineastas diversos e ávidos por criar um novo mundo. A curadoria do crítico Fabricio Duque selecionou um curta-metragem de cada ano e que melhor representa mudanças e experimentações narrativas desses trinta anos.

Os filmes serão exibidos no próprio site Vertentes do Cinema, em sessões divididas por anos e de acompanhamento linear. Cada sessão será por 24 horas. De 00:01 até 23:59 de cada dia. Venha junto e embarque na História do Cinema Brasileiro através do Curta Cinema! Acompanhe a programação completa a seguir!

Como assistir? 

As sessões de curtas acontecerão exclusivamente pelo site do Vertentes do Cinema. É só clicar no LINK ao lado de cada sessão.

Por quanto tempo cada sessão estará disponível? 

Por 24 horas. Sempre de 00:01 até 23:59 do mesmo dia.

Se perder uma sessão, poderei assistir outro dia?

Infelizmente não. Apenas por 24 horas no mesmo dia. Então, programe-se para não perder nenhuma.

Preciso pagar alguma coisa? 

Não. A mostra do Vertentes é totalmente gratuita.


PROGRAMAÇÃO COMPLETA POR DIA

(cada sessão será exibida por 24 horas – de 00:01 até 23:59)

No interior da minha mãe

DIA 18/03 (QUINTA)

SESSÃO VERTENTES 1 (1991-1995) – 74 minutos

  • Viver a Vida (12 min)
  • Esta Não é A Sua Vida (16 min)
  • Novela (7 min)
  • Cartão Vermelho (14 min)
  • Lá e Cá (25 min)

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DIA 19/03 (SEXTA)

SESSÃO VERTENTES 2 (1996-2000) – 87 minutos

  • Caligrama (30 min)
  • Recife de dentro para fora (15 min)
  • Do dia em que Macunaíma e Gilberto Freire visitaram o terreiro de Tia Ciata mudando o rumo da nossa História (21 min)
  • A Pessoa é para o que nasce (6 min)
  • O jeito brasileiro de ser português (15 min)

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DIA 20/03 (SÁBADO)

SESSÃO VERTENTES 3 (2001-2005) – 78 minutos

  • Macabéia (20 min)
  • Como se morre no cinema (20 min)
  • Mãe de Lesbos (5 min)
  • Biografia do tempo (8 min)
  • Rapsódia para um homem comum (25 min)

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DIA 21/03 (DOMINGO)

SESSÃO VERTENTES 4 (2006-2010) – 83 minutos

  • Dos Restos e das solidões (13 min)
  • A Maldita (20 min)
  • Engano (11 min)
  • As Sombras (15 min)
  • Dias de Greve (24 min)

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DIA 22/03 (SEGUNDA)

SESSÃO VERTENTES 5 (2011-2015) – 97 minutos

  • Assunto de Família (12 min)
  • A Galinha que Burlou o sistema (14 min)
  • No interior da minha mãe (17 min)
  • Nossa Pintura (24 min)
  • Transverso (30 min)

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DIA 23/03 (TERÇA)

SESSÃO VERTENTES 6 (2015-2020) – 93 minutos

  • Ciclo 7×1 (25 min)
  • Tentei (14 min)
  • Kairo (15 min)
  • Diz Que é verdade (16 min)
  • Egum (23 min)

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OS FILMES EM ORDEM DOS ANOS DAS SESSÕES

Viver a Vida

VIVER A VIDA

(1991, Brasil, 12 minutos, Ficção, de Tata Amaral, SP). Com Jeferson Gerônimo, Ligia Cortez, Luciene Adami. O caos e a dura realidade da vida durante a crise do início dos anos 90, aparentes no cotidiano de um office boy de uma grande empresa paulista. Um dia cheio de promessas e obstáculos a serem superados com muito bom humor, como no caso da maioria dos brasileiros. Sessão Vertentes 1.

ESTA NÃO É A SUA VIDA

(1991, Brasil, 16 minutos, Documentário, de Jorge Furtado, RS). Documentário sobre a vida de Noeli Joner Cavalheiro. Noeli mora num subúrbio de Porto Alegre, é dona de casa e tem dois filhos. Nasceu numa cidade do interior, foi pra capital, trabalhou numa padaria, casou. É uma pessoa comum. Mas não existem pessoas comuns. Sessão Vertentes 1.

NOVELA

(1993, Brasil, 7 minutos, Animação, de Otto Guerra, RS). O que acontece entre os intervalos comerciais no horário nobre de nossas emissoras de televisão? Quantas histórias são contadas e repetidas ano após ano? “Novela” e um segmento deste horário sagrado em que o país inteiro espera as cenas dos próximos capítulos. Sessão Vertentes 1.

CARTÃO VERMELHO

(1994, Brasil, 14 minutos, Ficção, de Lais Bodanzky, SP). Com Camila Kolber, Francisco Rojo. Fernanda gosta de jogar futebol com os meninos. Joga bem, dribla, faz gol. Mas, para essa moleca de 12 anos, o apogeu de sua intimidade com a bola é fazê-la voar reta, direta, até o saco dos meninos. Então, ela sorri. Certo dia, ela chega correndo para o bate-bola, atrasada, mas não encontra ninguém. Os meninos estão no esconderijo. Fernanda sabe onde é, mas nem imagina o que eles tramam! Sessão Vertentes 1.

LÁ E CÁ

(1995, Brasil, 25 minutos, Ficção, de Sandra Kogut, RJ). Eliane Maria, João Brandão, Regina Casé. Lá é um lugar que não existe. Uma história sobre estar aqui e não estar. O cotidiano de uma moça que habita a periferia, e fica em dúvida sobre mudar-se para a casa da irmã na Zona Sul ou continuar lá. Sessão Vertentes 1.

CALIGRAMA

(1995, Brasil, 30 minutos, Experimental, de Eliane Caffé, SP). Com Jofre Soares, Jonas Bloch, Leonardo Villar, Marcelo Andrade, Mariana Lima. Caligrama é um ensaio poético construído a partir do repertório de sons, gestos, imagens, palavras e objetos dos homens de rua que habitam a cidade de São Paulo. Sessão Vertentes 2.

RECIFE DE DENTRO PRA FORA

(1997, Brasil, 15 minutos, Documentário, de Katia Mesel, PE). Filme inspirado em poema de João Cabral de Melo Neto, e sua vida no Capibaribe. Sessão Vertentes 2.

DO DIA EM QUE MACUNAÍMA E GILBERTO FREIRE VISITARAM O TERREIRO DE TIA CIATA, MUDANDO O RUMO DA NOSSA HISTÓRIA

(1998, Brasil, 21 minutos, Ficção, de Sérgio Zeigler e Vitor Angelo, SP). Com  Léo Medeiros, Pascoal da Conceição, Zezé Motta, Zezeh Barbosa. Com Tia Ciata, Freyre, Macunaíma e samba no nascimento de uma nação. Sessão Vertentes 2.

A PESSOA É PARA O QUE NASCE

(1998, Brasil, 6 minutos, Documentário, de Roberto Berliner, RJ). Com Conceição, Maria, Regina. A vertigem da visão. A ausência que provoca excesso. O compromisso com a sobrevivência. A experiência da vida através da falta. Três irmãs cegas cantam em troca de esmola em Campina Grande, Paraíba. Sessão Vertentes 2.

O JEITO BRASILEIRO DE SER PORTUGUÊS

(2000, Brasil, 15 minutos, Ficção, de Gustavo Melo, RJ). Com Amir Haddad, Flávio São Tiago, Lúcio Andrey, Márcia Frederico. Manoel, um português, proprietário de um típico bar no subúrbio carioca, tem sua vida transformada após a instalação de uma antena parabólica para transmitir os jogos do campeonato brasileiro para seus fregueses. Sessão Vertentes 2.

MACABÉIA

(2000, Brasil, 20 minutos, Ficção,  de Erly Vieira Jr, Lizandro Nunes e Virginia Jorge, ES). Com Gecimar Lima, Janine Correa, Marlene Cosate. Lembra a Macabéa? Aquela, do livro da Clarice Lispector. Como seria a vida dela hoje? Esta é a história de Marluce, que pensa, age, sente e sonha como uma Macabéa do final dos anos 90. Sessão Vertentes 3.

COMO SE MORRE NO CINEMA

(2002, Brasil, 20 minutos, Documentário, de Luelane Loiola Corrêa, RJ). Com  Henri Raillard, Jurandir Oliveira, Luiz Carlos Vasconcelos, Pablo Uranga, Stela Freitas. Memórias do papagaio que participou da filmagem do clássico Vidas Secas, em 1962, quando atuou ao lado da cachorra Baleia. Sessão Vertentes 3.

MÃE DE LESBOS

(2003, Brasil, 5 minutos, Documentário, de Marcelo de Trói, BA). Com Leni Simão, Walkiria Rosário. Mãe de Lésbica assumida mostra como enfrenta as opiniões homofóbicas na sociedade representando papéis de si mesma. Sessão Vertentes 3.

BIOGRAFIA DO TEMPO

(2004, Brasil, 8 minutos, Documentário, Experimental, de Marcos Pimentel e Joana Oliveira, MG). Uma reflexão sobre a memória, construída pelo encontro das obras do brasileiro Pedro Nava e do cubano Santiago Alvarez. Sessão Vertentes 3.

RAPSÓDIA PARA UM HOMEM COMUM

(2005, Brasil, 25 minutos, Ficção, de Camilo Cavalcante, PE). Com Cláudio Jaborandi, Everaldo Pontes, Magdale Alves. Epaminondas é um funcionário público classe média baixa no início da década de 70. Um homem comum, pai de família, que tem o dia-a-dia cercado por compromissos burocráticos e já não agüenta mais a rotina banal a que está submetido. Sessão Vertentes 3.

DOS RESTOS E DAS SOLIDÕES

(2006, Brasil, 13 minutos, de Petrus Cariry, CE). No meio da caatinga Inhamuns, a terra mais seca e pobre do Ceará, vagando entre as ruínas e as sombras, vive Dona Laura, com seus 70 anos, remoendo memórias e dores. O presente é desolação e decadência; o passado é uma lembrança. Sessão Vertentes 4.

A MALDITA

(2007, Brasil, 20 minutos, Documentário, de Tetê Mattos, RJ). Em março de 1982 entra no ar, em Niterói, a Rádio Fluminense FM, conhecida como MALDITA, que com irreverência, ousadia e criatividade na programação, rompe com os padronizados mercados de música estrangeira e dá início a chamada geração Rock 80. Sessão Vertentes 4.

ENGANO

(2008, Brasil, 11 minutos, Ficção, Experimental, de Cavi Borges, RJ). Com Felipe Monaco, Miila Derzet. Um homem. Uma mulher. Uma cidade. Dois planos seqüências. Sessão Vertentes 4.

AS SOMBRAS

(2009, Brasil, 15 minutos, Ficção, de Juliana Rojas e Marco Dutra, SP). O NOVO CINEMA DE GÊNERO DO BRASIL. Numa casa de campo, a paciente e seu marido se envolvem com a jovem psiquiatra. Os ruídos da floresta os cercam. Sessão Vertentes 4.

DIAS DE GREVE

(2009, Brasil, 24 minutos, Documentário, de Adirley Queirós, DF). Uma greve de metalúrgicos tem início em uma cidade nos arredores de Brasília. Muito mais do que o despertar para uma consciência de classe, os grevistas redescobrem uma cidade que já não lhes pertence. Sessão Vertentes 4.

ASSUNTO DE FAMÍLIA

(2011, Brasil, 12 minutos, Ficção, de Caru Alves de Souza, SP). Prêmio Especial do Júri Nacional. Com Cláudia Assunção, Johnnas Oliva, Kauê Telloli, Ney Piacentini, Thiago Balieiro, Thiago Pinheiro. Domingo. Dia de clássico no campeonato brasileiro. A família de Rossi se organiza em torno da TV. A mãe olha pela janela enquanto o pai e o irmão mais velho assistem ao jogo. Rossi tenta achar seu lugar na casa. Sessão Vertentes 5.

A GALINHA QUE BURLOU O SISTEMA

(2012, Brasil, 14 minutos, Experimental, de Quico Meirelles, SP). Numa granja industrial, uma galinha tem uma visão: toma consciência da engrenagem que rege sua vida, que determina seu destino. Mesmo enclausurada entre milhões de galinhas que não compartilham de sua angústia, ela acredita que a vida pode ser diferente. Sessão Vertentes 5.

NO INTERIOR DA MINHA MÃE

(2013, Brasil, 17 minutos, Documentário, de Lucas Sá, MA). Uma viagem para a cidade do interior da minha mãe. Sessão Vertentes 5.

NOSSA PINTURA

(2014, Brasil, 24 minutos, Documentário, de Fábio Nascimento e Thiago Oliveira, PA). Prêmio de Melhor Filme pelo Júri Jovem. A pintura que fabrica a cultura. Os índios Mebêngôkre-Kayapó, do sul do Pará, desvendam o universo cotidiano desta fabricação, aprendida em tempos mitológicos e transmitida de geração em geração. Sessão Vertentes 5.

TRANSVERSO

(2015, Brasil, 30 minutos, Documentário, de Fernanda Paz, PR). Documentário sobre o cotidiano e a vida de mulheres transgêneros na região de Maringá, PR. Religião, preconceito, amor e aceitação são alguns dos temas abordados. Sessão Vertentes 6.

CICLO 7×1

(2015, Brasil, 25 minutos, Documentário, de Gil Baroni, PR). Entre Junho e Julho de 2014 os seis filhos de Luana estavam de férias. Eles se revezavam em acompanhar o trabalho de sua mãe pelas ruas de Curitiba, uma das cidades sede da Copa do Mundo. O Brasil, naquele momento, buscava o hexa campeonato mundial de futebol e jogava em casa. Sessão Vertentes 6.

TENTEI

(2017, Brasil, 14 minutos, Ficção, de Laís Melo, PR). Com  Carlos Henrique Hique Veiga, Janine Mathias, Patricia Saravy, Richard Rebelo. A coragem foi se fazendo aos poucos conforme a angústia tomava o corpo. Em certa manhã, Glória, 34 anos, parte em busca de um lugar para voltar a ser. Sessão Vertentes 6.

KAIRO

(2018, Brasil, 15 minutos, Ficção, de Fábio Rodrigo, SP). Com Vaneza Oliveira, Pedro Guilherme, Samuel de Assis. Em uma escola na periferia de São Paulo, a Assistente social Sônia precisa retirar o garoto Kairo, de nove anos, da sala de aula para ter uma conversa difícil. “Kairo” é o segundo curta-metragem do diretor Fábio Rodrigo. Sessão Vertentes 6.

DIZ QUE É VERDADE

(2019, Brasil, 16 minutos, de Claryssa Almeida e Pedro Estrada, MG). Com Alexandre Omar, Eliane Gonçalves, Firmino Omar, Gabriel Afonso, Letícia Omar. Alexandre e Suelen são pessoas anônimas que exercem suas atividades cotidianas de forma ordinária até se encontrarem em um videokê do baixo centro de Belo Horizonte, onde viverão o estrelato por uma noite. Sessão Vertentes 6.

EGUM

(2020, Brasil, 23 minutos, Ficção, de Yuri Costa, RJ). Com Bruna Rodrigues, Diomar Nascimento, Francisca Silva, Paulo Guidelly, Valéria Monã. Após anos afastado devido à violenta morte do irmão, um renomado jornalista retorna para a casa de sua família para cuidar de sua mãe, que sofre uma grave e desconhecida doença. Numa noite, o jornalista recebe a visita de dois estranhos, que têm negócios desconhecidos com seu pai. Esse encontro, juntamente com acontecimentos que o levam a desconfiar que algo sobrenatural se abateu sobre sua mãe, fazem-no temer uma nova tragédia. Sessão Vertentes 6.


SERVIÇO

Mostra 30 Vertentes do Cinema Brasileiro Através do Curta Cinema

De 18 a 23 de março de 2021

No site Vertentes do Cinema (vertentesdocinema.com)

Assista no link: https://vertentesdocinema.com/#curta-semana

Online e gratuita.

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