O jornalismo cultural possui como material bruto a informação, esta um bem de consumo essencial, que utiliza o aspecto cotidiano da sociedade, por meio de uma organização de sentidos e impressões dos indivíduos que convivem mutuamente. A escrita, no campo literário, teve Gutenberg como seu precursor ao imprimir a Bíblia em 1452. Neste processo, o empreendimento jornalístico, começando em 1808, data da primeira permissão de uma publicação de impressos, tornou-se industrial, necessitando do custeio, proveniente da publicidade, para que fosse possível sua expansão midiática. Com isso, os textos assemelharam-se aos costumes do momento específico. Folhetins, histórias em quadrinhos, horóscopos forneciam aos seus leitores o que os mesmos desejavam. Há alguns anos, os publicitários criaram a campanha do Biscoito Tostines, que ilustra e bem, o que acabei de dizer. A frase que pululou o imaginário social, pela repetição massificada, foi “Tostines vende mais por que é fresquinho, ou é fresquinho por que vende mais?”. O questionamento de ordem da demanda e oferta observa-se claramente no jornalismo. As notícias alimentam os desejos consumistas das pessoas, ou será que essas vontades sociais, lidas como subjetivas, nasceram de um plano estratégico da hegemonia do querer coletivo? Um dos deveres da classe jornalística é contar um fato baseado em informações ou fontes, de maneira coesa e concisa as informações, destinada à população em geral, não limitando gostos e desgostos. À frente, essa parte será explicada de forma mais completa ao citar as idéias do pensador Edgar Morin, que tinha a ambição de estudar a sociologia do presente. Morin diagnosticou o prejuízo da cultura culta e da popular diante da cultura massiva. A notícia precisa que a narrativa siga uma ordem de importância (pirâmide invertida) e não por ordem cronológica do acontecimento. O objetivo é chamar a atenção do leitor ao que será informado, porém não se deve, nunca, apelar a gatilhos comuns como o sensacionalismo. Este prejudica, empobrece e desvirtua a qualidade apresentada, gerando descontentamento do crível, mas não mitigo a idéia de suavização. O tom direto é arbitrário ao jornalista, com indicações a qual caminho seguirá. É inevitável observar as profundas mudanças na percepção que indivíduos e empresas têm acerca da vida social da metrópole. Os costumes de hoje em dia devem ser analisados a fim de que o cotidiano realista não se encontre preso no passado.

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