Crítica: Homem-Bomba

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Ficha Técnica

Direção: Tarcísio Lara Puiati
Roteiro: Tarcísio Lara Puiati
Elenco: Aleck Naftali, Rodrigo Costa
Fotografia: Felipe Sabugosa
Montagem: João Felipe Freitas
Música: Andre Ponzano
País: Brasil
Ano: 2009
Duração: 13 minutos

A opinião

“Homem bomba” objetiva a referência do limite radical que cada ser humano possui, por desesperos e ou massificações construídas, despertando a decisão de não mais sobreviver aos outros, mas a simples libertação do próprio eu. O filme aborda a vida de duas crianças, que trabalham para o tráfico como observadoras, de quem entra e de quem sai na comunidade do Morro do Vidigal – podendo ser qualquer outra. A vigilância cansa. E mitiga sonhos banais de não se poder ir mais à praia. O walk-talkie do chefe do morro assemelha-se ao da polícia; a visão perfeita de uma praia, sem a possibilidade de se estar nela, estes elementos têm a perspectiva dos olhares e percepções destes pequenos.

Eles conversam sobre assuntos diversos para que o tempo passe mais rápido. O foco principal é o diálogo, o mais importante do roteiro. Porém não se consegue o objetivo pretendido. As interpretações são encenadas, teatralizadas, incoerentes e não convencem. É como se estivessem dizendo o texto que acabaram de decorar. Soa falso. O que eles dizem também não convence, não havendo naturalidade, por usar a concordância precisa da língua portuguesa. Há ingenuidade e amadorismo, chegando ao patético. “O que dá dinheiro é uma fábrica de vela”, diz-se. “Tenho um escorpião no bolso que me protege”, metaforiza-se. É uma pena que só a fotografia seja absorvida pelo espectador.

A Sinopse

Duas crianças. Uma guerra. Nenhum vencedor.

O Diretor

Diretor e roteirista, nasceu em Santiago, Rio de Grande do Sul, em 1973. Realizou curtas como O poço (2002) e Disparos e o documentário A bença (2007), da série DOC TV III. Seu curta Garoto de Aluguel (2009) ganhou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Montagem no 17º Mix Brasil, Festival de Cinema da Diversidade Sexual.

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