Crítica: Ensolarado

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Ficha Técnica

Direção: Ricardo Targino
Roteiro: Ricardo Targino
Elenco: Ariane Oliveira, Mariene de Castro, Pereira da Viola, Valderez Teixeira
Fotografia: Pedro Urano
Montagem: Marina Fraga
Música: Pereira da Viola e Marimbondo Chapéu
País: Brasil
Ano: 2010
Duração: 15 minutos

A opinião

“É um filme de sertão, mas com a visão política. Um comprometimento familiar”, disse o diretor do filme antes da exibição de sua sessão no Cinema Odeon Br. O curta busca a narrativa de espera, de mergulho a vidas que sofrem as desigualdades esquecidas por uma sociedade dominante. Os detalhes são presentes e recorrentes. A água da argila, as roupas, a linha na agulha, a crença religiosa, a tartaruga de estimação, a poeira da estrada da despedida, os óculos escuros e a imagem vazada. Os personagens não querem ser limitados e rotulados, usando a metaliguagem cinematográfica para expôr o querer da esperança.

A fotografia saturada e contrastada faz brilhar a tela, como a luz do sol deste sertão. A camera interage quando corre junto, optando por mostrar os pés descalsos. É um filme de imagens que utiliza a trilha sonora para complementar o estado de ser dos seus personagens. “Cantar bem mais forte que a dor, se a dor for maior que o peito”, diz-se. Concluindo, o filme usa a poesia da imagem crua, utilizando-se do material bruto que é o próprio ser humano. Muito bom.

A Sinopse

Uma família frente ao gesto humano, simples e extraordinário, de dizer adeus debaixo da luz intensa do sol.

O Diretor

Nasceu no sertão de Minas Gerais, em 1979, paisagem revisitada em Ensolarado. Dirigiu curtas-metragens premiados no Brasil e exterior e produziu para cinema e TV. Atualmente prepara seu primeiro longa-metragem, Quase Samba.

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