Ficha Técnica

Direção: Louie Psihoyos
Roteiro: Mark Monroe
Fotografia: Brook Aitken
Trilha Sonora: J. Ralph
Montagem: Geoffrey Richman
Produção: Paula DuPré Pesman, Fisher Stevens
Duração: 92 minutos
País: Estados Unidos
Ano: 2009

A opinião

A vida marinha ameaçada, na figura dos golfinhos, é a diretriz do longa social e político. O objetivo é alertar a população sobre a maneira como os animais são tratados. A camera, que é utilizada como tecnologia para burlar as regras e conseguir provas. Essas cameras especiais, que filmam em fotogramas, na ausência de luz total, captam imagens e sons no fundo do mar, escondidas em pedras cenográficas. “Parece um episódio de Além da Imaginação”, sobre a influência da cultura de golfinhos em Taipi, no Japão, considerado o lugar de maior massacre destes animais, onde há o Museu da Baleia. O longa critica o Sea World, por incluir estes “seres humanos” em suas apresentações ao público visando o turismo, gerando fonte de renda, já que um golfinho profissional pode custar até 150 mil dólares.

A preocupação é com a extinção, com o aprisionamento em cativeiros – precisando tomar remédios por causa do estresse e dos problemas gástricos – e com a maneira brutal e sanguinária com que estes filhotes são mortos. Aborda-se também a morte de outros ativistas que lutam pelos mesmos ideais. Eles pedem respeito a esses mamíferos e a não exploração. O ativista principal é o ator da série de televisão dos anos sessenta “Flipper”, que os chamam de “seres autoconscientes”, assim como “as pessoas”. “O sorriso de um golfinho é o maior engodo da natureza”, diz-se. Os depoimentos são extremamente elevados a sentimentalismos, humanizando estes animais e chocando com imagens reais da água totalmente vermelha devido ao sangue dos golfinhos abatidos para o consumo. Na Austrália, surfistas dividem a onda com esses mamíferos mirins. O outro ponto que se deseja atrair a atenção é a intoxicação por mercúrio pelo ato de comer esses bichos. Com música de “007”, cria um suspense previsível. O final, o ativista carrega uma televisão com imagens, com trilha sonora de “Heroes”, de David Bowie e Sigur Rós. Necessário, porém exaltado demais.

A Sinopse

Taiji, pequena cidade costeira do Japão tira sua renda da captura de golfinos para abastecer a demanda de parques aquáticos de todo o mundo. Os caçadores desviam o cardume da sua rota para uma enseada onde treinadores escolhem os mais bonitos. O restante é empurrada para uma área escondida e matado a golpes de lance para ser vendido como carne. Uma equipe de ativistas liderado pelo primeiro treinador de golfinos do mundo, hoje arrependido, consegue filmar esse crime ecológico utilizando câmeras e microfones escondidos, com a ajuda de mergulhadores. Oscar de Melhor Documentário em 2009.

O Diretor

Louis (Louie) Psihoyos (nasceu em 1957) é um fotógrafo americano e diretor de documentários conhecido por seu trabalho fotográfico e contribuições para a National Geographic. Psihoyos, um licenciado mergulhador, tornou-se cada vez mais preocupado com a trazer a consciência à vida subaquática. Em 2009, dirigiu e estrelou o documentário “The Cove”, que ganhou o Oscar de Melhor Documentário deste ano.

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