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LA GRANDE BELLEZZA (THE GREAT BEAUTY)
Em Roma, durante o verão, o escritor Jap Gambardella (Toni Servillo) reflete sobre sua vida. Ele tem 65 anos de idade, e desde o grande sucesso do romance “O Aparelho Humano”, escrito décadas atrás, ele não concluiu nenhum outro livro. Desde então, a vida de Jep se passa entre as festas da alta sociedade, os luxos e privilégios de sua fama. Quando se lembra de um amor inocente da sua juventude, Jep cria forças para mudar sua vida, e talvez voltar a escrever.Este é o quinto filme do diretor Paolo Sorrentino exibido no festival.A atriz Angelina Jolie faz uma ponta no filme, no papel de uma jornalista de moda.
Uma Obra de Grande Beleza

Por Fabricio Duque
O novo filme “La Grande Bellezza”, do cineasta italiano Paolo Sorrentino (de “Aqui É Meu Lugar”, “Il Divo”) foi ovacionado a ser apresentado aqui no Festival de Cannes 2013. Em um primeiro momento, o filme pode parecer exótico e estranho demais. Mas quando se desenvolve, percebemos a intensidade da metáfora desferida neste exemplo de fábula realista. Utilizando-se o recurso da epifania, do surrealismo e do exagero colorido, o diretor externaliza críticas quanto à sociedade, representada de forma defensiva pela alienação moral e estética. São inúmeras referências fílmicas, o cineasta italiano Frederico Fellini e seu longa-metragem “8 1/2” é uma delas. 
É fantasticamente grandioso, maravilhoso e magnífico. Uma obra de arte que representa o universo dos que não querem envelhecer (e que se seguram nas músicas eletrônicas de boates e ou nas cirurgias plásticas). A narrativa corrobora o estilo autoral e já inventivo de Paolo ao experimentar enquadramentos de câmeras e personificar “assobios, assovios e sibilos”, narrando de forma terapêutica (buscando a cumplicidade com o espectador) o existencialismo, sem máscaras e sem nada a perder, que se encontra nas “pendências” da alma. É como se com isso, zerasse os erros, aceitando o porquê das causas. 
E assim tranquilizar as ideias de querer mudar a estrutura comportamental humana. A sinceridade (sem ressalvas e sem medos da verdade) traduz o que é dito em poesia concretista de uma realidade identificável e possível. Mais uma vez, escala-se o ator Toni Servillo (que já trabalhou com o diretor em “Il Divo”, “As Consequências do Amor” e prova-se que a escolha é mais que acertada, imprimindo o tempo certo da interpretação, ora se apresentando de forma ingênua, ora de forma introspectiva. É impossível “proibir” as lágrimas.  PALMA DE OURO!
O Diretor. Paolo Sorrentino (Nápoles, 31 de maio de 1970) é um cineasta italiano. Obteve reconhecimento internacional em 2004 por “Le conseguenze dell’amore”, que venceu diversos prêmios e concorreu a Palma de Ouro de Cannes. Realizou “Il Divo” em 2008 e “This Must Be the Place” em 2011. 
Filmografia
2011 Allo specchio (short) 
2011 Aqui é o Meu Lugar 
2010 Napoli 24 (documentary) (segment “La principessa di Napoli”) 
2009 L’Aquila 2009 – Cinque registi tra le macerie (documentary short) (segment “L’assegnazione delle tende”) 
2009 La partita lenta (short) 
2008 Il divo: La spettacolare vita di Giulio Andreotti 
2006 L’amico di famiglia 
2004 Giovani talenti italiani (video) (segment “Quando le cose vanno male”) 
2004 Le conseguenze dell’amore 
2002 La primavera del 2002 – L’Italia protesta, l’Italia si ferma (documentary) 
2001 La notte lunga (short) 
2001 L’uomo in più 
1998 L’amore non ha confini (short) 
1994 Un paradiso (short) 

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