Crítica: Bartô

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Ficha Técnica

Direção: Gunter Sarfert, Onon
Roteiro: Gunter Sarfert, Onon
Elenco: Alê Abiatti, Lourenço Mutarelli, Vicki Araujo, Jean Boechat, Marco Biglia, Rafael Hernandez, Edu Guimarães, Marianna Blessmann, Thais Junqueira, Irmãos Leme, François Bourru, Vitor Amati, Xico Sá
Fotografia: André Modugno
Montagem: Tiago Feliciano
Música: André Abujamra
País: Brasil
Ano: 2010
Duração: 15 minutos

A opinião

“Bartô” é um filme que possui a atmosfera simétrica, rígida, perfeccionista, utópica e metódica. Essas características conduzem o espectador ao mundo do serviço público do funcionalismo estatal. Há a crítica quando aborda a vida de Bartolomeu, Bartô, que espera que como gerente possa modificar a estrutura do sistema. Ele estipula regras e planos de metas para que os objetivos gerem um resultado satisfatório. Porém, quando o tempo passa, contados em dias, com a música e a fotografia (sépia e seca) que lembra o universo de Nelson Rodrigues. O querer do certo não agrada os outros funcionários, que o brecam em suas decisões. Com isso, ele é absorvido pelo meio, realizando as mesmas ações de todos.

A cópia das chaves, o Recursos Humanos (por telemarketing), “os troféus que estavam desestimulando a equipe”, tudo, por causa da resposta negativa, desperta a resignação de que “uma andorinha só não faz verão”, principalmente quando outros o impedem de funcionar corretamente. Concluindo, o curta envolve e aprisiona o espectador naquele mundo, tendo a trilha sonora como um dos únicos elementos à salvação, pela estética esperançosa. A sua crença utópica destrói a fantasia e planta o realismo da percepção de que mesmo sem o nada pode-se ter a ascensão profissional. Muito bom.

A Sinopse

Bartô é promovido a gerente da regional de remessas e extravios e depara-se com uma máquina burocrática contrária às suas vontades. Uma crítica ao conformismo que termina de modo surpreendente e irônico.

O Diretor

Onon nasceu em São Paulo, em 1980. Estudou em Los Angeles e dirigiu o curta One More Beer. Gunter nasceu em São Paulo, em 1977. Foi designer por diversos anos. Este é o segundo curta em co-direção dos dois.

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