Mostra LC Barreto de Curtas 2026

Nossa Irmã Mais Nova

Vidas em detalhes

Por Fabricio Duque

Festival de Cannes 2015

Nossa Irmã Mais Nova

“Nossa Irmã Mais Nova” de Hirokazu Kore-eda (de “Ninguém Pode Saber”, “Pais e Filhos”), integra a mostra competitiva oficial a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2015, e utiliza assumidamente a estrutura narrativa da novela (uma adaptação do mangá de Akimi Yoshida), porém mitigando o sentimentalismo barato característico do gênero ao referenciar quase explicitamente a cinematografia francesa clássica e também a do cineasta Hong Sang-Soo. A câmera apega-se ao artifício de “convidar” o espectador a participar, lentamente, com sutileza, das vidas de uma família, basicamente três irmãs que “agregam” um outra, filha “bastarda” que cuidou do pai doente ao falecimento.

A saga de “Nossa Irmã Mais Nova” traduz-se por sensibilidades, picardias amigáveis, lembranças, fotos, memórias culinárias, em elipses temporais, como um big brother editado de ações cotidianas (que por sinal eu assistiria por horas). O filme está nos detalhes: a luz do outono, o vento no cabelo, o corpo sendo seco pelo ventilador. Elas vivenciam uma vida moderninha e perspicaz. Futebol para mulheres, o ato de comer rápido e muito, a cerveja. Há quem diga que é cliché ou sentimental, mas não é, na verdade o que vimos é a espontaneidade de vidas tentando a sobrevivência pela prazer e felicidade. Recomendado.

4 Nota do Crítico 5 1

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