Mostra Online Premiados Super Curta 2025

Mia Madre
Por Fabricio Duque
Direto do Festival de Cannes 2015

“Mia Madre” de Nanni Moretti (de “Habemus Papam”, “O Quarto do Filho”), integrante da mostra competitiva oficial, foi o grande vencedor do prêmio Ecumênico no Festival de Cannes 2015. Já é de conhecimento “internacional” que quando “venero” um filme, a crítica (ou esta, uma pílula) sempre demora a tomar vida e palavras. Aqui, o mestre italiano constrói um universo de seu estilo característico. Unindo metalinguagem existencialista (um filme dentro de um filme que cria paralelos narrativos com conversas e teses surrealistas sobre a história do cinema e seus importantes diretores, como a obsessão por Stanley Kubrick) com a ironia de verdade ingênua, epifanias que confundem sonho e realidade, olhares cúmplices desprovidos de clichês, perspicácia verborrágica, medo defensivo, irritabilidade amigável e suavizada, a esperança versus ansiedade visceral e passional. Não há como não referenciar Federico Fellini e seus Paparazzis (uma crítica pessoal aos jornalistas despreparados). E também não há como negar que quando John Turturro entra em cena, não tem para ninguém, além do mais, vivendo um papel de um ator que tenta piadas óbvias e de repetição ultrapassada. Tão entregue quanto está Margherita Buy, a atriz “alterego”. É sensível, sentimental na medida correta, de memória afetiva nostálgica contemporânea e que aborda a culta “estadia” na vida e da morte iminente de uma professora, a mãe deles, incluindo o próprio Nanni. Filmaço! Realmente uma obra-prima! 
Realizada inicialmente em 17/05/2015 e complementada em 27/05/2015.
5 Nota do Crítico 5 1

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