Karatê Kid

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Ficha Técnica

Direção: Harald Zwart
Roteiro:Christopher Murphey, baseado em argumento de Robert Mark Kamen
Elenco: Jackie Chan,Jaden Smith, Taraji P. Henson, Zhenwei Wang, Han Wenwen
Fotografia:Roger Pratt
Música:James Horner
Direção de arte: Second Chan
Edição: Joel Negron
Produção: James Lassiter, Jada Pinkett Smith, Will Smith, Ken Stovitz, Jerry Weintraub, Will Smith
Estúdio:Columbia Pictures / China Film Group / Jerry Weintraub Productions / Overbrook Entertainment
Distribuidora: Columbia Pictures
Duração: 140 minutos
País: Estados Unidos
Ano: 2010
COTAÇÃO: RUIM

A opinião

Quem foi adolescente nos anos oitenta irá entender o gênero cinematográfico que era apresentado na época. Os filmes possuíam uma atmosfera de ingenuidade e não pretensão, com diálogos realistas, algumas vezes infantis, surreais e até mesmo patéticos. Não se buscava o politicamente correto, apenas transpassava ao espectador uma narrativa clássica, com confrontos básicos. As aventuras retratavam o que os jovens pensavam e como agiam. “Mulher nota 1000”, “Curtindo a vida adoidado”, “Porky´s”, eram alguns exemplos. Os filmes descreviam tipos (personagens). Havia o chato, o inteligente, o bobo, a mulher fatal humanizada.

“Karatê Kid” está no meio de tudo isso. É um retrato da vida americana nos anos 1984. Com direção de John G. Avildsen e estrelado por Ralph Macchio e Pat Morita. O filme conta a história de um jovem que deseja aprender Karatê para se defender de valentões e para isso convence um experiente mestre a lhe dar aulas, que acabam por transformar-se em lições de vida. Foi um grande sucesso de público e continua popular até a atualidade. Também obteve comentários favoráveis da crítica, tendo Pat Morita recebido uma indicação de melhor ator coadjuvante no Oscar daquele ano e também uma indicação na mesma categoria ao Globo de Ouro.

Em 2010, Will Smith, um dos produtores, e tendo seu filho como protagonista, resolveu escolher este filme para a refilmagem. O detalhe é que a vida de um jovem americano mudou e não está datada como no filme original. A atmosfera modificou-se. Karatê mudou para Kung Fu (já que o filme se passa na China). Leia abaixo a diferença entre uma arte marcial e outra. O roteiro seguiu a linha moderna do rap, estilo característico de Will. Daniel San foi substituído por DRE e Senhor Miyagi, o professor, transformou-se no ator Jackie Chan. Tudo pra dar errado, e deu. O sucesso de Peter Cerera com “Glory of love” foi substituído por Lady Gaga e Justin Bieber.

Na versão atual, Dre (Jaden Smith) vai com sua mãe para a China contra a sua vontade para que ela possa trabalhar. Ele não conhece a língua e tem dificuldades de se relacionar com as crianças de lá. O jovem sofre agressões verbais e psicológicas que não demoram a chegar à agressão física. Ele, então, conhece Mr. Han (Jackie Chan), que se oferece para lhe ensinar mandarim e artes marciais.

“Quem só olha com os olhos se engana facilmente”, diz-se em uma “China mais moderna”. Jaden interpreta o que há para interpretar. Ele comporta-se como um americano, de Detroit, metido, mimado, prepotente, seguro de si (para esconder o que não sabe). Portanto, ponto para o filme, que retrata um jovem mal-educado, sem princípios por morar nos Estados Unidos. Percebe-se que ele aprende a melhorar como ser humano subindo e descendo as muralhas da China, ou impedindo que o casaco fique no chão. Uma crítica explícita aos americanos.

“Sem piedade. Sem dor. Sem medo”, ensina-se sobre vencer a qualquer custo, por um professor sem ética. O encontro de mestre, um sádico – que ensina maldades, o outro complacente e educado, acontece transformando o Karatê em Kung Fu. “Kung Fu é fazer as pazes com o inimigo, não é lutar”, diz-se. O início do treinamento visa repetições e atitudes. “Tudo pra vocês aqui tem um significado”, diz-se sobre a cultura chinesa, criticando mais uma vez a falta de ser dos elementos americanos.

O longa é clichê, óbvio, sensacionalista e pretensioso. “Tudo é Kung Fu”, ensina-se sobre a importância do silêncio. “Energia interna, a essência da vida”, define-se a tradição da luta. “Seu foco precisa de mais foco”, sobre a falta de concentração. ” Não veja, sinta a intuição”, diz-se.

“Wu ji bi fan (como se diz) Tudo em excesso faz mal”, diz-se entre ações bobas, infantis e até patéticas, tentando recriar o clima passado. A china fala inglês e ouve “Poker Face” da Lady Gaga. “Destruir para lembrar, para não deixar morrer”, busca, com isso, manipular os sentimentos do espectador, não conseguindo. Jaden Smith não possui carisma. Não se torce por ele. Ele é chato e bobo. “Imponha respeito, erra quando copia”, sobre Bruce Lee, mas podendo ser a definição da própria refilmagem.

Há a redenção. Há desculpas. Há a máxima do vencer para não sentir medo. Blá, blá, blá. Não gostei. Percebi que o mundo mudou muito dos anos oitenta para cá. Ficou mais fútil e menos exigente. Faz-se qualquer coisa pela ótica do divertimento. Tudo é possível e nada deve ser questionado. Não recomendo.

Entenda as Artes Marciais

O karaté (“caminho da mão vazia”), é uma arte marcial japonesa, desenvolvida a partir do kenpo chinês (em particular o kung fu da China meridional) e de métodos de lutas das ilhas Ryukyu. O karatê é predominantemente uma arte de golpes, como pontapés (chutes), socos, joelhadas e cotoveladas e golpes com a palma da mão aberta. Bloqueios de articulações, lançamentos e golpes em áreas vitais também são ensinados, dependendo do estilo. Um praticante de caratê é denominado “carateca” ou “karate-ka”.

O Kung-Fu é originário da China e nasceu da necessidade de sobrevivência dos antepassados na luta contra animais ferozes e contra inimigos. Conta a lenda que certa vez, um monge chinês -Ta Mo – subiu numa montanha e se pôs a contemplar o movimento dos animais, as posições que tomavam para a luta e a maneira como se defendiam dos ataques. Observando tais movimentos, desenvolveu um trabalho de adaptação desses animais para o homem, estruturando-os de acordo com as possibilidades físicas do homem. Assim nasceu o Kung-Fu, como chamam os ocidentais esta luta chinesa. Esta arte marcial milenar vem orientando as pessoas, bem como ajudando os jovens a se direcionarem em disciplina, respeito com os colegas.

De um modo geral, estrutura o corpo físico, em combinação com a mente, extravasando as ansiedades, angústias e stresses acumulados no dia a dia, fortalecendo-os.
Pode ser praticado por adultos e crianças de ambos os sexos.
Combina-se ginástica completa de todo o corpo, bem como movimentos, denominados Katis, onde compila-se, em sequências baseadas em movimentos de animais, mãos e pernas.

Decorrentes das observações dos ataques dos animais, de onde originou-se o Kung-fu, surgiram os vários estilos praticados no mundo, conseqüentes das mutações e adaptações para o ocidente.

Hoje a realidade brasileira mostra uma arte marcial chinesa (Kung-fu), voltada para o bem estar físico e mental do praticante. Não há para o seguidor, na medida em que passa a conhecer o fundamento da doutrina, aspirações de ser um “lutador profissional”, seu treinamento é voltado para o relaxamento da mente e o desenvolvimento corpóreo, atribuindo-lhe saúde e bem estar.

O Diretor

Harald Zwart (nascido em 01 de julho de 1965) é norueguês. Aos oito anos, ele começou a fazer curtas-metragens. Frequentou a Academia de Cinema holandesa em Amsterdã, onde recebeu grande aclamação por “Gabriel´s surprise”. O filme foi posteriormente televisionado.

Além de vários premiados curtas-metragens , videoclipes e comerciais, ele já dirigiu os filmes “Agent Cody Banks” , “One Night at McCool’s”. Ele também é o co-diretor e produtor do primeiro longa “Flat Balls”, um filme sobre adeptos de futebol norueguês da cidade de Fredrikstad, Noruega.

Dirigiu “A pantera cor de rosa 2” (The Pink Panther 2), estrelado por Steve Martin , Aishwarya Rai , Jean Reno , Andy Garcia e Emily Mortimer . Seu mais recente projeto é “Karate Kid” estrelado por Jackie Chan e Jaden Smith.

Sua marca registrada é que ele sempre acrescenta elementos e itens que representam Fredrikstad e o futebol clube Fredrikstad FK em seus filmes.

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