[04 e último] 

Ganhadores do Kikito e últimas considerações

Infelizmente me mantive ausente por causa da demanda de trabalhos que o 40º Festival de Cinema de Gramado me proporcionou, o que fez com que eu não os mantivesse tão atualizados assim. De qualquer forma estou escrevendo este último post, com os vencedores do festival e algumas considerações finais.
Foi uma grande experiência pra mim participar desse festival, foi cansativo e uma correria só, mais ainda assim muito produtivo. Adorei estar e fazer novos amigos, conheci pessoas incríveis e ainda tive a chance de ficar perto de alguns diretores que admiro, isso sem falar na beleza que é a cidade é claro.
Um dos destaques do festival foi a exibição, fora da mostra competitiva, do curta-metragem “Amor proibido”. O filme é de Maciel Brum e conta com Paulo Vilela,Thierry Figueira e Giovanna Ewbank no elenco.
O curta conta a historia de Paulo, gay não assumido que divide um apartamento com o amigo heterossexual Daniel. No decorrer da trama, Paulo se apaixona por Daniel. Revoltado e surpreso ao descobrir a sexualidade do amigo, Daniel acaba se afastando dele, que, triste e magoado, resolve desabafar com sua melhor amiga Marina, que, até então, sem saber que Paulo é gay, cultiva uma paixão por ele. A trama, então, passa a misturar muitos sentimentos: amor, ódio, preconceito e vingança.
Amizade, confiança, falsidade e outros sentimentos são explorados nesse curta muito interessante e que deixa o público querendo mais. O final é surpreendente e deixa no ar o que pode ou não acontecer… As pessoas deixaram a sala querendo ver mais, saber o que mais ia acontecer.
Consegui falar com o Paulo Vilela por alguns instantes, muito simpático ele disse se sentir muito honrado em participar do Festival de Cinema de Gramado: “Acho um luxo (estar aqui), é uma honra muito grande. Independente do filme estar em uma mostra competitiva ou não.
O vencedor do Kikito de melhor filme foi “Colegas”, um longa maravilhoso dirigido por Marcelo Galvão. “Colegas” é um filme que aborda de forma inocente e poética coisas simples da vida através dos olhos de três jovens com síndrome de Down. São eles: Stalone, Aninha e Márcio. Um dia, inspirados pelo filme ‘Thelma & Louise’, resolvem fugir no carro velho do jardineiro (Lima Duarte) em busca de seus sonhos: Stalone quer ver o mar, Marcio quer voar e Aninha busca um marido pra se casar. Nessa viagem, enquanto experimentam o sabor da liberdade, envolvem-se em inúmeras confusões e aventuras como se a vida não passasse de uma eterna brincadeira.
O diretor comentou que não teve dificuldades em desenvolver o texto: “Eu fui criado com uma pessoa que tem síndrome de down, então de certa forma é um assunto que eu domino. Eu sei do improviso deles, se eu por uma câmera na frente deles e a gente começar a conversar, sei que vai sair muita coisa boa dali”, revela.
O trio de “Colegas” formado por Breno Viola, Ariel Goldenberg e Rita Pokk, ambos com síndrome de down, também foram premiados, os atores ganharam o Prêmio Especial do Júri e a emoção deles ao receber o prêmio comoveu toda a plateia.
Entre os 48 filmes inscritos no festival esse é único que possui recurso de audiodescrição, que garante o acesso às informações visuais da obra a pessoas cegas e com baixa visão, além de beneficiar pessoas com síndrome de down, problemas neurológicos e dificuldade de memorização.
A intensão de Marcelo Galvão e do produtor Marçal de Souza é dar oportunidade para que as pessoas com deficiência visual possam assistir os filmes no cinema. “É preciso da ajuda do exibidor”, comenta Marçal, cego à oito anos. Mesmo que o recurso não seja possível nos cinemas, Marcelo e Marçal disseram que o DVD contará com o recurso de descrição e libras.
Além de tentar participar do Festival do Rio no final de setembro, “Colegas” também já tem previsão de estreia para 09 de novembro.
Agora vamos à lista dos vencedores?
A grande festa de premiação do 40º Festival de Cinema de Gramado foi realizada no sábado, 18 de agosto, às 21h no Palácio dos festivais. Uma noite de muita emoção para diretores e equipes brasileiras e estrangeiras.
Os premiados com o cobiçado Kikito:
Longa-metragem brasileiro
Melhor Desenho de Som
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Kleber Mendonça Filho e Pablo Lamar / O Som ao Redor
Melhor Trilha Musical
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: André Abujamra / Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!
Melhor Direção de Arte
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Zenor Ribas / Colegas
Melhor Montagem
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Leyda Napoles / Jorge Mautner – o filho do holocausto
Melhor Fotografia
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Gustavo Hadba / Jorge Mautner – o filho do holocausto
Melhor Roteiro
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Pedro Bial / Jorge Mautner – O Filho do Holocausto
Melhor Atriz
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Fernanda Vianna / O Que Se Move
Melhor Ator
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Marat Descartes / Super Nada
Prêmio Especial do Júri
Entrega: Daniela Escobar
Vencedor: Breno Viola, Rita Pokk e Ariel Goldenberg / Colegas
Melhor Filme Júri Popular
Entrega: Arnaldo Jabor
Vencedor: O Som ao Redor
Melhor Diretor
Entrega: Arnaldo Jabor
Vencedor: Kleber Mendonça Filho / O Som ao Redor
Melhor Filme
Entrega: Arnaldo Jabor
Vencedor: Colegas / Marcelo Galvão
Júri da Crítica
Melhor Curta-metragem
Entrega: Mônica Kantiz
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
Melhor Longa Estrangeiro
Entrega: Mônica Kantiz
Vencedor: Artigas, la Redota / César Charlone
Melhor Longa Brasileiro
Entrega: Mônica Kantiz
Vencedor: O som ao redor / Kleber Mendonça Filho
Longa-metragem Estrangeiro
Melhor Fotografia
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Boris Peters e Larry Peters/ Leontina
Melhor Roteiro
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Eduardo del Llano Rodríguez / Vinci
Melhor Ator
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Jorge Esmoris / Artigas, la Redota
Menção Especial
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Artigas, la Redota / Direção de Arte de Daniel Fernández e Mariana Pereira e Vinci / Trilha Sonora de Ricardo Pérez
Melhor Filme Júri Popular
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Artigas, la Redota / César Charlone
Melhor Diretor
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: César Charlone / Artigas, La Redota
Melhor Filme
Entrega: Ingra Liberato
Vencedor: Artigas, la Redota
Curtas-metragens
Melhor desenho de som
Entrega: Fernanda Moro
Vencedor: Gabriela Bervian / Casa Afogada
Melhor Trilha Musical
Entrega: Fernanda Moro
Vencedor: Marcos Azambuja / Funeral à Cigana
Melhor Direção de Arte
Entrega: Fernanda Moro
Vencedor: Iara Noemi e Gilka Vargas / Casa Afogada
Melhor Montagem
Entrega: Fernanda Moro
Vencedor: Di Melo – O Imorrível / Gustavo Forte Leitão
Melhor Fotografia
Entrega: Fernanda Moro
Vencedor: Bruno Polidoro / Casa Afogada
Melhor Roteiro
Entrega: César Troncoso
Vencedor: Marcelo Matos de Oliveira / Menino do Cinco
Melhor Atriz
Entrega: César Troncoso
Vencedor: Sabrina Greve / O Duplo
Melhor Ator
Entrega: César Troncoso
Vencedor: Thomas Vinícius de Oliveira / Menino do Cinco
Prêmio Especial do Júri
Entrega: César Troncoso
Vencedor: A mão que Afaga / Gabriela Amaral Almeida
Melhor Filme Júri Popular
Entrega: Jorge Mautner
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
Melhor Diretor
Entrega: César Troncoso
Vencedor: Gilson Vargas / Casa Afogada
Melhor Filme
Entrega: César Troncoso
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
Prêmio Canal Brasil – Melhor Filme
Entrega: Rodrigo Fonseca
Vencedor: Menino do Cinco / Marcelo Matos de Oliveira e Wallace Nogueira
Até um próxima oportunidade!

[03] 

Os Homenageados da Semana
no 40º Festival de Cinema de Gramado

Muitas coisas legais rolaram nesse 40º Festival de Cinema de Gramado, uma correria só e muitos homenageados!

A primeira homenageada foi Eva Wilma, como eu havia relatado no primeiro post. Depois da atriz foi a vez do diretor e roteirista Juan José Campanella. O cineasta foi homenageado na terça-feira, 14 de agosto, e recebeu um Kikito de Cristal.

Para quem não conhece o trabalho do diretor argentino ele ganhou o Oscar estrangeiro com “O segredo dos seus olhos”, em 2010, e já dirigiu episódios de “House” e Law & Order”. “Culturalmente, Brasil e Argentina são países muito iguais. É importante realizar esse intercâmbio. Tenho muito orgulho de estar aqui”, disse apontando que o Festival de Gramado é o mais importante do Brasil.

Na quarta-feira, 15 de agosto, tivemos mais duas homenagens mega importantes. Horst Volk e Romeu Dutra, Volk é patrono do festival e recebeu um Kikito especial. Já Dutra era o secretário de Turismo de Gramado quando a 1ª edição do festival aconteceu, o ex-secretário recebeu como homenagem uma placa.
A primeira edição do evento em Gramado ocorreu de 10 a 14 de janeiro de 1973, e só foi possível graças ao empenho dessas duas personalidades, por isso as homenagens foram tão importantes.

Depois de todos esses homens foi a vez de uma grande atriz ser homenageada: Betty Faria. Uma pausa aqui para informar que eu e a fotógrafa Graça Paes demos uma de paparazzi e fomo atrás de Betty. O assessor de imprensa do festival nos informou o hotel em que a atriz estava hospedada e fomos para lá esperar ela chegar…

Qual não foi nossa surpresa quando o carro chegou apenas com a assessora de Betty? Mas isso não nos impediu, ouvimos o motorista falar que a deixou em um restaurante próximo ao Di Pietro e fomos pra lá! E…não é que a encontramos? Tinha mais três fotógrafos lá e a tia Betty ficou muito feliz com tanta atenção.

A atriz recebeu o Troféu Oscarito, honraria tradicionalmente dedicada pelo festival aos grandes atores do cinema nacional. Ela se emocionou muito com a homenagem, disse ser grande fã do comediante que dá nome ao troféu e o imitou por alguns momentos para demonstrar sua grande alegria e admiração. “Admirava muito o Oscarito, sempre quis ser como ele. Hoje vou dormir com esse troféu”, declarou.

E esses foram os homenageados da semana, logo mais eu retorno falando do premiados com o cobiçado Kikito.

[02] 

Relacionamentos e geração nerd no 40º 
Festival de Cinema de Gramado
Olá, demorei, mas estou de volta. As coisas por aqui no 40º Festival de Cinema de Gramado estão muito corridas. Sabe o que é mais legal, além da cidade? Estou comendo chocolate de Graça todos os dias!

Vamos lá, deixa eu atualizar vocês. No sábado, dia 11 de agosto, aconteceu a coletiva de imprensa de “360” com Fernando Meirelles, Ciça Meirelles e Maria Flor. No mesmo dia aconteceu também um debate sobre o filme “Eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida”, de Matheus Souza, que concorre na Mostra Competitiva de Longas Nacionais.
Fernando Meirelles contou que para ele foi muito prazeroso passear por vários gêneros no mesmo filme, e principalmente trabalhar com atores de diferentes nacionalidades. “O fato de poder ter tantos atores diferentes nesse filme, foi um dos motivos que me fez querer fazer esse filme. Todos os atores tem um passado ou são muito conhecidos em seu país”, disse.
Meirelles revela que trabalhar com o tema sobre relacionamentos foi uma das experiências mais prazerosas que ele teve na vida. “Foi como fazer nove filminhos diferentes, tem um pouquinho de comédia, de ação…”, conta o cineasta. O diretor também revela que gostaria muito de poder ter desenvolvido melhor cada história. “Cada história ali tinha assunto para ser desenvolvido muito mais. Mas não tinha tempo, isso é muito angustiante. Eu gostaria de poder voltar e de mostrar a vida pregressa dos personagens. Para mim é o maior desafio desse tipo de filme, sofri por não ter tempo de aproveitar mais as histórias”, completa.
Um dos destaques do filme “360” é a maravilhosa trilha sonora, realizada por Ciça Meirelles, irmã de Fernando. Ela revelou que as músicas presentes no longa tem o estilo dela. “É meu jeito, meu critério, é no olho do personagem, na cena. Quando eu vejo a cena, eu já coloco a música no personagem. Foi muito confortável fazer essa trilha”, comentou.
Um dos assuntos mais que despertou curiosidade nos jornalistas foi saber sobre a experiência de Maria Flor em contracenar com Anthony Hopkins. “Ele foi muito gentil e muito generoso comigo. Conversou comigo totalmente desarmado, ele chegou e começou a contar sobre sua vida pessoal e disse que ele não ia fazer um personagem, mas sim ele mesmo”, revelou a atriz.
Após a coletiva de “360”, foi a vez do debate de “Eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida.”, de Matheus Souza. O longa é uma comédia romântica que mapeia a geração nerd.
Matheus é um cineasta de 24 anos muito fofo e divertido. Eu já conhecia o trabalho dele e pra mim vir ao festival e conhecê-lo foi uma grande conquista, por ser uma admiradora do seu trabalho.
No debate o assunto mais abordado foi a “geração Y”, suas manias, seus sentimentos e confusões, temas que estão presentes no filme. Além de Matheus, os atores Clarisse Falcão e Rodrigo Pandolfo também participaram do encontro.
O jovem diretor fala sobre as referências dessa geração, sua geração. “A gente cresceu e chegou na nossa puberdade assistindo os desenhos da Disney, assistindo Cavaleiros do Zodíaco e a gente cresceu numa geração que todos os conceitos estavam mastigados pra gente”, conta. “As coisas não são como ensinaram pra gente que seria, os conceitos não batem então temos uma solidão muito grande e uma dificuldade muito grande para lidar com os sentimentos, como eles realmente são. Eles são mais complicados do que foi ensinado pra gente. Crescemos afogados na internet e com todas as informações possíveis. Falta carinho, falta contato. Crescemos afastados por causa disso (internet) e o filme fala um pouco sobre tudo isso”, completa.
Rodrigo Pandofo também fala um pouco sobre a temática do filme. “Impressionante como o filme retrata essa coisa da mídia, da internet. É uma geração que no fundo tem tudo isso como referência moderna, mas a questão maior é humana. No fundo as relações das pessoas é para um outro lugar, ela independe da evolução, do computador e vai ser para sempre, nós somos eternamente adolescentes nesse sentido de relação”, diz o ator.
Para Matheus, participar do 40º Festival de Gramado é a continuação de um sonho. “Eu sempre quis participar do festival, é o mais famoso, né? Ele tem uma grande tradição e ainda mais quando minha relação com o Domingos cresceu, a casa dele é cheia de Kikitos (prêmio do festival), e o Kikito é muito legal é como um Oscar de black power. É um prêmio muito legal, é incrível estar aqui. Há quatro anos atrás eu estava em casa jogando videogame e de repente quatro anos depois eu estou dividindo a noite de abertura do Festival de Gramado com Fernando Meirelles!”.
Ele também revela que uma de suas maiores referências é o dramaturgo e amigo Domingos de Oliveira. “A gente é amigo hoje em dia e eu fico muito feliz por esse apoio que ele me dá. Uma pessoa simpática, e é incrível porque ele é um dos maiores dramaturgos do país, ele tem uma obra que poucas pessoas tem e ele está aí. Eu estava anteontem na casa dele e ele falou de um filme de terror que ele está escrevendo. Eu acho isso fantástico, sem contar que ele transita por TV, cinema e teatro, que é uma coisa que me encanta e que tenho vontade de fazer”, finaliza.
O debate e a coletiva foram maravilhosos, no final eu ainda tive a oportunidade cumprimentar o Matheus que ainda beijou minhas mãos geladas em forma de agradecimento. Acho que nem preciso dizer que Gramado está sendo uma experiência incrível. 

[01] 

40º Festival de Gramado: Um festival de cinema em uma cidade mágica saída de um Conto de Fadas
Cheguei à Gramado e me encantei pela cidade, parece algo saído de um livro de Contos de Fadas. A cidade é linda e muito romântica, fico babando cada vez que saio na rua ou que tenho tempo para reparar na cidade  enquanto não estou com toda a minha atenção focada no 40º Festival de Gramado.
A cerimônia de abertura do festival aconteceu ontem, 10 de agosto, e encantou a todos com um discurso muito bonito e com a Orquestra Sinfônica de Gramado, que não poderia deixar de realizar um repertório de acordo com o tema do festival: cinema. A orquestra tocou a trilha de “Conquista do Paraíso”, “Por uma cabeza”, e para a alegria dos cinéfilos os músicos incluíram também a trilha de “Piratas do Caribe”.
Foi uma noite de festa que contou em sua programação com uma homenagem especial a Eva Wilma, a exibição especial e inédita de “360”, de Fernando Meireles, e a abertura da Mostra Competitiva com “Eu não faço ideia do que eu tô fazendo da minha vida”, de Matheus Souza.
Fernando Meireles e Maria Flor passaram pelo tapete vermelho chamando a atenção de todos os jornalistas presentes, os dois esbanjaram muita simpatia e atendeu a todos.
A atriz contou que amadureceu muito profissionalmente ao realizar esse trabalho e que não está preocupada com a crítica do filme, seja ela boa ou ruim. “Se acrítica for boa, bom, se for ruim, bom também. Eu fiz o filme e estou muito feliz e ter feito”, disse.
O diretor de “360” revelou ter ficado muito surpreso com o convite de exibir seu filme no 40º Festival de Cinema de Gramado. “Mandei seis e-mails para eles para ter certeza”, contou. Fernando Meireles ainda elogiou o trabalho de Matheus Souza afirmando que o jovem cineasta tem “mais bagagem” que ele.
Meireles ao conversar com um jornalista demonstrou grande interesse em assistir o filme de Matheus Souza, “mas infelizmente não poderei ficar para a exibição”. Nesse momento, muito educadamente, me aproximei dele e lhe informei que o filme de Matheus seria reexibido hoje, 11 de agosto, às 10h. O cineasta ficou muito contente, agradeceu a informação e disse que tentaria assistir.
Eva Wilma ficou muito emocionada com a homenagem feita à ela e o também por ter recebido o Troféu Cidade de Gramado. “É difícil (falar), é muita emoção (estar aqui), estou com vontade de cantar e dançar. Porque isso (a homenagem e o festival) representa o esforço de todos os cineastas”, disse em seu discurso. Wilma ainda brinca dizendo que “essa atriz merece voltar ao cinema”, uma forma de demonstrar sua vontade de voltar a atuar nas telonas.
Na abertura da Mostra Competitiva com “Eu não faço ideia do que eu tô fazendo da minha vida”, de Matheus Souza. O jovem cineasta divertiu a plateia com seus modos agitados e disse que seu objetivo é “promover o amor pelo cinema”.
Foi uma noite mágica e divertida, em breve estarei de volta comentando um pouco mais sobre o festival e sobre os filmes. Aguardem!