Saudades dessa saudade

Por Gabriel Silveira

Durante o Festival do Rio 2018


Desde Moonlight já se podia ver que Barry Jenkins teria que nascer novamente para decepcionar ou produzir alguma monstruosidade. Todo o discurso alto astral do cara, sua humildade e paixão expressa por seu repertório refletiram muito bem no longa de estreia.

Em “Se a Rua Beale” falasse o homem vem novamente fazer mais um gol de fora da área, desta vez não foi de bicicleta, mas ainda sim com muita maestria. A narrativa de Baldwin respira no filme de Jenkins com um formalismo cênico tão conciso e romântico que é mais que digno daquele discurso do material de origem. Mesclando toda a paixão que traz de suas referências proclamadas em cima da tragédia do casal.

Todas as sequências onde o motivo musical principal roubava a cena ao lado daquela diegese magnífica regida pela ternura da mise-en-scene me faziam querer largar tudo e viver naquele melancólico e charmoso universo.

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