Um Amor Inesperado

Por Gabriel Silveira

Durante o Festival do Rio 2018


“Um Amor Inesperado”, vem se fazer uma experiência quase que cômica desde seu princípio quando nos damos de encontro com os queridinhos alternativos Ricardo Darín e Mercedes Morán se entregando por completo aquela encenação de tele-film hispano-hablante. Confesso que, assim que entrei na sessão (com quinze minutos de atraso), bufei em frustração ao ver todo aquele grupo de argentinos elitistas discutindo relações e cantando declarações de aniversário ao som de Fogo e Paixão de Wando sobre uma montagem de fotos de família feita no movie maker (tá bem, isso até que foi gostoso de assistir na telona).

Mas, apesar de todo embasamento de querer ser Woody Allen latino parecer desestimulante, Darín e Morán compartilham uma química tão sincera em cena que o formalismo televisivo chega a ganhar uma paleta de cores admirável. Finalizando as temáticas discutidas com um conservadorismo que tenta ser liberal de uma maneira quase que fofa.

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