Festival de Brasília de Cinema Brasileiro 2018: A Apresentação


Toda e qualquer nova edição de festivais de cinema culmina saudáveis ansiedades: a de reencontrar amigos, de ser apresentado a novos filmes e de conversar sobre a sétima arte, de forma imersiva e ininterrupta. Principalmente se um deles for o Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, que chega aos cinquenta e um anos. Sempre uma boa ideia.

Cada ano é diferente. Ainda bem. Neste de 2018, o hotel mudou, novas homenagens e premiações foram inseridas, mas a atmosfera climática continua a mesma: quente e seca com seus vinte e nove graus.

Festival de Brasília de Cinema Brasileiro 2018 começa hoje. Na Cerimônia de Abertura, para convidados, os filmes “Imaginário”, curta-metragem de Cristiano Burlan (de “Fome”, “Mataram Meu Irmão”, “Antes do Fim”, “Matador”, e “Elegia de Um Crime”, este último que também integra o festival), e o longa-metragem “Domingo”, de Clara Linhart (de “Rio Em Chamas”) e Fellipe Barbosa (de “Gabriel e a Montanha”, “Casa Grande” e “Laura”), que, depois da exibição no Festival de Veneza, chega agora na capital do Brasil.

Não precisa ser mágico e adivinho, tampouco vampiro, visto que o festival brasiliense é por si só intenso e altamente político. Talvez por estarmos no “olho do furação” que é Brasília, uma ilha rodeada de cerrados por todos os lados. Mas não se pode negar. É uma experiência única. E o que não perderemos por nada deste mundo: “Inferninho”, de Guto Parente e Pedro Diogenes.

Na mostra competitiva, nove longas-metragens e doze curtas-metragens. Tem também a imperdível mostra Caleidoscópio, que é a aposta constante (e constantemente renovada) na importância do cinema como expressão criativa de diferentes artistas em propostas as mais variadas, e com especial atenção para tudo aquilo que possa se aproximar do que Jairo Ferreira nos ajudou a denominar o “cinema de invenção”.

Entre a mostra Futuro Brasil, as mostras paralelas, a mostra Brasília, público, crítica e realizadores “dançam e rebolam” muito para conseguir conferir tudo. Porque tudo é indiscutivelmente conferível. Na mostra homenagem, “Lance Maior”, de Sylvio Back.

A cerimônia de encerramento exibirá “América Armada”, de Alice Lanari e Pedro Asbeg. E no dia 23/09, os vencedores serão conhecidos aos prêmios oficiais: Longa-metragem e Curta-Metragem (Melhor filme, Melhor direção, Melhor ator, Melhor atriz, Melhor ator coadjuvante, Melhor atriz coadjuvante,, Melhor roteiro, Melhor fotografia, Melhor direção de arte, Melhor trilha sonora, Melhor som, Melhor montagem); Prêmio Petrobras de Cinema (Melhor longa-metragem pelo Júri Popular, no valor de R$ 200 mil); Prêmio Abraccine (oferecido pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema nas categorias melhor longa-metragem e melhor curta-metragem); Prêmio Aquisição Prime Box Brazil (Prêmio aquisição no valor de R$15 mil para o melhor longa-metragem do Festival); Prêmio Conterrâneos (Troféu oferecido pela Fundação CineMemória ao melhor documentário do Festival); Prêmio Marco Antônio Guimarães (Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme que melhor utilizar material de pesquisa cinematográfica brasileira); Prêmio Saruê (oferecido pela equipe de cultura do jornal Correio Braziliense); Prêmio Técnico Canal Brasil (Prêmio no valor de R$ 15 mil para o melhor curta-metragem e sua exibição no Canal Brasil – em 2019, o curta concorre ao Grande Prêmio Canal Brasil de Curta-metragens); Prêmio Técnico Canal Curta! (Prêmio de mídia equivalente a R$ 75 mil em inserts nos intervalos do Canal Curta! para o melhor longa-metragem pelo Júri Popular); Prêmio Técnico CiaRio/Naymar (o melhor curta-metragem, escolhido pelo Júri Popular, recebe R$15 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria); além dos prêmios técnicos; Medalha Paulo Emílio Salles Gomes; Zózimo Bulbul; ABVC; e Prêmio Leila Diniz.

E como não poderia faltar, o Troféu Vertentes do Cinema ao Melhor Curta-Metragem; Melhor Longa-Metragem e Melhor Filme do Festival de Brasília.

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