O Ministério da Cultura (MinC) finalizou a primeira etapa do processo de escolha do longa-metragem brasileiro que disputará uma das vagas entre os cinco indicados ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2019, que será realizado no dia 24 de fevereiro, em Los Angeles (EUA), pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences. A novidade deste ano é o expressivo aumento na representatividade feminina. Dos 22 filmes habilitados, nove foram dirigidos ou codirigidos por mulheres, um percentual de 40,9%. Em 2017, dos 23 longas selecionados, apenas quatro tiveram mulheres na direção.

Os longas dirigidos por mulheres que participam da disputa são O Caso do Homem Errado, de Camila Lopes de Moraes; Encantados, de Tizuka Yamasaki; Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor; Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg; Como é Cruel Viver Assim, de Julia Rezende; O Desmonte do Monte, de Sinai Mello e Silva Sganzerla; e O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida. Além desses, Alguma Coisa Assim, de Mariana Bastos e Esmir Filho; e As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra, foram codirigidos por cineastas mulheres.

Também participam do processo seletivo os longas Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi; Dedo na Ferida, de Silvio Tendler; Ferrugem, de Aly Muritiba; Antes Que Eu Me Esqueça, de Tiago Arakilian; Yonlu, de Hique Montanari; Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança; Talvez Uma História de Amor, de Rodrigo Spada Bernardo; Canastra Suja, de Caio Sóh; Entre Irmãs, de Breno Silveira; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; Benzinho, de Gustavo Pizzi; Além do Homem, de Willy Biondani; e Unicórnio, de Eduardo Nunes.

O representante brasileiro será escolhido pela Comissão Especial de Seleção, formada por membros indicados pela Academia Brasileira de Cinema (ABC). “O MinC delegou a escolha para o próprio setor”, destaca o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. “É mais democrático e há mais chance de acertar”, completa. O anúncio do longa selecionado será no dia 11 de setembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.


Se nosso site fosse o responsável pela escolha, então nossos votos seriam empatados: “Benzinho” e “Unicórnio”. Se fossemos do Oscar, então bateríamos o martelo em “BENZINHO”, de Gustavo Pizzi.


Mas se o Oscar fosse realmente cinéfilo então não restaria nem um tiquinho de dúvida: “Salto No Vazio”, de Patricia Niedermeier e Cavi Borges, já estaria em Los Angeles e já com a estatueta dourada e pelada nas mãos. É um dos melhores filmes do ano e está dentro do meu top dez dos tops dos melhores.


Nosso site entrou em contato com a diretora Camila Lopes de Moraes, de “O Caso do Homem Errado”, e solicitou o link para que pudéssemos realizar a crítica e escolher o favorito. Mas recebemos a resposta de que não há link e ou possibilidade de assistir a seu filme. Então… Caso resolvido. Nosso site correu atrás e assistiu ao documentário na mostra Encontro do Cinema Negro Zózimo Bubul 2018.

Críticas Relacionadas

Crítica + Vídeo: Benzinho

Um Filme Que Vive, Ama, Cresce e Aceita a Necessidade da Partida

Crítica + Vídeo: Unicórnio

Uma turbulenta fábula sobre o amadurecer

Crítica: Canastra Suja

Caio Soh, Um Diretor em Permanente Estado de Evolução

Crítica + Vídeo: O Animal Cordial

A chave que liga a loucura nossa de cada dia

Crítica + Video: Como É Cruel Viver Assim

Uma crônica sobre existir em tempos atuais

Crítica: Yonlu

As tentativas-porquês de um fim

Crítica: Paraíso Perdido

A nostalgia de uma época viajante

Crítica: Não Devore Meu Coração

Uma Ópera-Lenda de Acerto de Contas Com o Passado

Crítica + Vídeo: Ex-Pajé

Um Indígena entre ávidos homens por mudanças

Crítica + Vídeo: Entre Irmãs

"E o Vento Levou..." as "Senhoras dos Anéis" do Sertão

Crítica: Antes Que Eu Me Esqueça

Provavelmente me esquecerei

Crítica: Encantados

Vulgaridade pseudo brasileira…. De novo

Crítica: Salto no Vazio

Todas as cores do amor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos Relacionados