Por Fabricio Duque
Direto do Festival de Cannes
21 de maio de 2016
E mais um ano do Festival de Cannes 2016 chega ao fim na exibição de filmes, reverberando a ideia que representou uma das melhores edições. Sim. E já começa a pipocar os prêmios.  E o Brasil já começa a colecionar troféus. “Cinema novo”, de Eryk Rocha, venceu o l’OEil d’or (Olho de Ouro) de melhor documentário.
UN CERTAIN REGARD
Grand Prix: ”HYMYILEVÄ MIES (The Happiest Day in the Life of Olli Mäki)” do finlandês Juho Kuosmanen. Um filme em fotografia preto-e-branco saturada ao brilho que infere mesclando Aki Kaurismaki com Jim Jarmush com “Frances Ha” e com “Touro Indomável”, de Martin Scorsese.
Prêmio do Júri: “FUCHI NI TATSU (Harmonium)”, de Fukada Kôji
Melhor Diretor: Matt Ross por “CAPTAIN FANTASTIC”
Melhor Roteiro: Delphine Coulin & Muriel Coulin por “VOIR DU PAYS (The Stopover)”
Un Certain Regard Special Prize: “LA TORTUE ROUGE (The Red Turtle)”, de Michael Dudok de Wit. Um filme sensível sobre a metáfora existencial da vida, que infere os filmes “Naufrágo” com “O impossível”. Tom Hanks e Naomi Watts.
QUINZENA DOS REALIZADORES
O anúncio dos vencedores foi divulgado após a exibição de “Dog Eat Dog”, de Paul Schrader, com Nicolas Cage, que dizem que foi a melhor interpretação de Humphrey Bogart da história do cinema.
L’OEIL D’OR 2016: “Cinema Novo”, de Eryk Rocha. O júri presidido pelo cambojano Rithy Panh, ainda elenca Nicolas Philibert, Irène Jacob, Diana El Jeiroudi e Scott Foundas, escolhendo documentários com uma perspectiva singular.
SACD (Society of Dramatic Authors and Composers)
O júri é composto pelo presidente Bertrand Tavernier, e por Jean Becker, Laurent Heynemann e Jean Marboeuf.
“L’effet aquatique”, da islandesa Sólveig Anspach. O filme optando propositalmente pelo humor pastelão venceu por causa de uma homenagem póstuma. Sua diretora faleceu em agosto de 2015.
ART CINEMA AWARD (competição paralela não oficial)
O afegão”Wolf and Sheep”, de Shahrbanoo Sadat (primeiro filme)
LABEL EUROPA CINEMAS (o melhor filme europeu da Quinzena)
Longa-metragem: “Mercenaire”, de Sacha Wolff (França)
Curta-metragem: “Chase Royale”, de Lise Akoka e Romane Guéret (França)
Menção Honrosa: “Zvir – The Beast“, de Miroslav Sikavica (Croácia), este um interessante retrato sobre o confronto entre vítimas e funcionários que trabalham em demolições de casas.
JÚRI ECUMÊNICO 2016
Grand Prix: “Juste La Fin du Monde”, de Xavier Dolan (Canadá)
Menção Honrosa (especial): “American Honey”, de Andrea Arnold. Um filme que busca a inferência do seriado Girls com “Kids”, de Larry Clark e Gus Van Sant. A trama busca a crítica social da alienação da juventude americana, que precisa sobreviver com trabalhos esporádicos na recessão política do país. E que usam a droga não para criar e estimular conhecimentos, mas sim para fugir da ansiedade causado pelos problemas.
Menção Honrosa (especial): “I, Daniel Blake”, de Ken Loach.
Ano passado, o filme vencedor foi “Mia Madre”, de Nanni Moretti. 
FIPRESCI (The Internacional Critics’ Prize)
“Toni Erdmann”, de Mauren Ade (competição oficial)
“Câini – Dogs”, de Bogdan Mirica (Un Certain Regard)
“Grave – Raw”, de Julia Ducournau (La Semaine de La Critique)

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