Em Breve, Alemão
Foto: Guillermo Giansanti

Carlos Héli de Almeida
Jornal O Globo
Em breve, o filme “Alemão”, do diretor José Eduardo Belmonte, chegará aos cinemas. Leia o que está sendo comentado, de forma oficial, pela equipe. “Meu desejo não era fazer um filme sobre a tomada do morro ou construir um tratado sociológico sobre a pacificação, mas oferecer um bom entretenimento, uma história crível, que o público quisesse ver — diz o produtor Rodrigo Teixeira, da RT Features (“O cheiro do ralo”, de 2006, “Heleno”, 2011), idealizador do projeto, que terá distribuição da Downtown Filmes. — Bastavam uma boa história e bons personagens, capazes de atrair um elenco bacana. “É um filme sobre sacrifícios, porque todos comprometem algo de si nesse drama”, disse Caio Blat. “Algo mais nos moldes de “Doze homens e uma sentença” (1957), de Sidney Lumet (1924-2011), sobre membros de um júri confinados numa sala de deliberação. Ele é um diretor com muita experiência no cinema independente, consegue filmar de forma rápida e eficiente com orçamentos pequenos — diz Teixeira, que pretende fechar o de “Alemão” em torno dos R$ 4 milhões, combinando verbas de investidores particulares e dinheiro incentivado. — Além de tudo, Belmonte é um diretor de atores excepcional”, continua o produtor. “Temos assistido a uma briga de foice entre o filme comercial e o de arte. É preciso saber misturar mais, destruir esse paradoxo, não ficar preso a um gueto”, disse o diretor Belmonte. “A gente pode até dizer que “Alemão” é um favela movie, mas ele não tem a culpa (social) de um “Carandiru” (2003, de Hector Babenco), nem procura encontrar culpados, como “Tropa de elite””, opina o ator Milhem Cortaz. “De qualquer maneira, estamos lidando com um tema quente. Não só a situação do Alemão, mas a questão social que ele representa, do ponto de vista da pacificação. É um grande tema brasileiro”, finaliza o diretor. 

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