Por Fabricio Duque

Apresentado no último Festival de Cannes, o filme configura-se como a mais recente obra da diretora francesa Claire Daine (de “35 Doses de Rum“, “White Material“), imprimindo experimentação narrativa ao fragmentar a história, mostrando-se como um quebra-cabeça de peças que precisam ser juntadas. As excessivas elipses temporais criam curiosidade e atenção total do espectador, visto que o mesmo necessita ser “autodidata”. As explicações acontecem aos poucos, no desenvolver da trama. Mas o que em um primeiro momento poderia ser inovação, com o passar do tempo, quem assiste é levado ao cansaço pela quantidade de ações preteridas pela montagem. Esta “interatividade” faz com que o longa-metragem não consiga fechar o ciclo narrativo ( (a bicicleta no parque, por exemplo). A fotografia é um caso à parte. A estética cria a atmosfera da elegância visual (principalmente sombras e “espelhos” gerados pela chuva). Um filme intrigante. 

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