ZULU

Numa África do Sul ainda assombrada pelo apartheid, dois policiais, um negro e um branco, perseguem o responsável por um selvagem assassinato de uma jovem adolescente. Em meio às favelas da Cidade do Cabo, esta investigação vai mudar a vida dos dois homens e forçá-los a enfrentar seus demônios internos.

Por Fabricio Duque
“Zulu”, de Jerome Salle, é o filme de encerramento do Festival de Cannes 2013. Significa um ótimo exemplo de que primeiros realizadores não tão experientes assim podem ter seus filmes na sessão de Gala. A expressão sarcástica embasa o quão clichê e caricato o filme é. Uma sucessão de gatilhos comuns, interpretações afetadas e uma narrativa pobre, óbvia e previsível em uma estrutura boba, extremamente comercial e apelativa (já que explora a nudez como forma de tentar segurar a atenção do espectador pela futilidade, buscando a facilidade de se assistir a um filme (tudo é explicado em dobro: na imagem e no diálogo); e pela violência exagerada que quer chocar). O resultado não agrada nem um pouco, e é a real bomba do Festival. Troféu Framboesa em todas as categorias. Pergunto-me o porquê da necessidade de um longa-metragem desses estar na sessão de encerramento.

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