HELI

Na cidade de Guanajuato, no México, Heli procura por seu pai, que desapareceu misteriosamente. No caminho, ele encontra um mundo de prostituição, tráfico de drogas, vingança e corrupção policial. Com Armando Estrada, Linda González Hernández, Andrea Jazmín Vergara. 

Por Fabricio Duque

“Heli”, de Amat Escalante. Violento, visceral, usando a brutalidade como mote à crítica social de mostrar o problema para que assim possa solucioná-lo. A coletiva de imprensa basicamente seguiu esta linha. A Cahiers não gostou, Le Monde também não. A Premiere quase forneceu nota máxima (que é o símbolo da Palma de Ouro). Honestamente, o filme torna-se cliché do não cliché em querer chocar com sensacionalismo e exacerbação os sofrimentos de indivíduos minoritários da sociedade. 

“Não acho que o filme seja mais Sergio Leone. Eu faço o cinema que eu gosto, que vem naturalmente quando estou fazendo. Drama, extremado. Eu vivo lá, estou protegido. Como crianças de 12 anos tendo crianças. Eu tento mostrar as causas das pessoas e o que elas causam, e que afetam os mais novos no filme. Tentam escapar de algo. Tentam encontrar algo. Pelo sexo e ou violência. Procura-se a esperança, durante o filme. Tivemos o objetivo de mostrar a violência que choca. As pessoas do meio. Mostrar que o miserável é muito ruim. Sem água, sem luz. Sinto muito confortável de fazer o filme desta forma, e não estou tentando me justificar, mas o povo de fora tem dificuldades de entender”, disse o diretor Amat. Gabriel Reys completa “É uma violência do que acontece hoje. Nós temos que falar das coisas ruins. Dos problemas do mundo. Quando falamos sobre algo é saudável. Nos mostramos para expôr, senão estaríamos nos escondendo. Moralmente, mostrar como a violência é, sem suavizar ou mascarar”. 

O Diretor. Amat Escalante passou a maior parte de sua vida em Guanajuato, México, estudou na Escola Internacional de Cinema e Televisão em Cuba. Em 2003, ele recebeu um prêmio no Festival de Cinema de Berlim por seu curta-metragem “Amarrados”. Estreia em longa-metragem com “Sangre”, incluído na Un Certain Regard no Festival de Cannes de 2005. Em 2008, apresenta “Os Bastardos”, sensação no Festival do Rio. Ele é amigo e colaborador do cineasta Carlos Reygadas .

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