Por Fabricio Duque

É inquestionável que o tempo do universo está mais acelerado e mais informativo. Se antes era difícil manter-se atualizado, agora é quase impossível. No mundo do cinema não poderia ser diferente. Por causa da facilidade tecnológica, pululam produções independentes como uma frenética cachoeira verborrágica. Como vocês já sabem, o Vertentes do Cinema tenta, arduamente, estar em sincronia com as novidades da sétima arte. Porém, sempre há perdas, devido o blog site ser alimentado por uma única mão (duas, na verdade), a minha. Então, a solução de preencher o vazio da elipse temporal é traçar linhas analíticas com este artigo, que serve também como um arquivado organizador. Uma forma de documentar o que passou, zerando o passado a fim de retratar melhor o presente. 
14/12/2012 – “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”

O filme dirigido por Peter Jackson segue a mesma estrutura cinematográfica de “O Senhor dos Anéis”. Baseado livro homônimo do escritor britânico J.R.R. Tolkien, o longa-metragem também será dividido em três partes, logicamente com inclusão dos outros livros da saga, abordando a aventura de realismo fantástico que se passa na Terra Média. A fantasia em narrativa de fábula tenta agradar gregos, trianos, magos, anões e lendas do imaginário popular da Nova Zelândia. Peter sabe contar uma história, também é fácil, se analisarmos que o próprio livro já é quase um roteiro pronto para ser filmado. O ponto alto da trama é a sua história. Simples sem ser simplista, fácil sem ser piegas ou clichê e de transposições de elementos comportamentais e sentimentais que são humanizados nos personagens, atingindo com naturalidade o espectador. Comporta-se como uma continuação, a parte quatro da trilogia anterior, pois invoca gruas, conflitos do acaso, sobrevivência individual pelo grupo (equipe), tudo com uma sutil referencia de autoajuda da busca do ser pela trajetória de se vivenciar a aventura. É quase o mesmo elenco, personagens. Com duração de quase três horas, quem assiste não percebe o tempo passar. Por que o cinema não pode ser só aventura? É divertido pelo simplicidade, fantasioso sem ser desacreditável e busca o lado mais “nerd” de cada um (no bom sentido, obviamente). 

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