Ficha Técnica

Diretor: Len Wiseman
Roteiro: Mark Bomback, James Vanderbilt, Kurt Wimmer
Elenco: Kate Beckinsale, Bryan Cranston, Jessica Biel, Colin Farrell, Bill Nighy, Ethan Hawke, John Cho, Bokeem Woodbine, Steve Byers, Will Yun Lee, Currie Graham, Brooks Darnell, Jesse Bond
Fotografia: Paul Cameron
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Original Film / Total Recall / Rekall Productions
Classificação: 14 anos
Duração: 121 minutos
País: EUA/ Canadá
Ano: 2012
 
A Atualização Politicamente Correta do Vingador do Futuro
Por Fabricio Duque
Confesso que fui assistir à refilmagem do filme “O Vingador do Futuro” com os dois pés atrás, acreditando em prévias suposições que a história fosse somente de estereótipos e de clichês ao gênero escolhido. Ledo engano. A nova versão comporta-se como um ótimo exemplar das películas de ação. São inevitáveis as perseguições, os tiroteios e os saltos impossíveis no mundo real (mas totalmente aceitáveis na fantasia do cinema). O remake fornece uma nova aventura, baseando-se na estrutura comportamental e política da atualidade. A trama acontece no futuro, dominada por um ditador, que manipula mentes (e memórias) a fim de conseguir o sucesso de seu governo. Então, a resistência (o povo, personificado na figura do “mocinho”, Colin Farrell) precisa salvar o mundo desta opressão política e econômica. O detalhe é que o protagonista não lembra quem é realmente, devido a inúmeras implantações e modificações mentais.
Neste ponto, o diretor consegue aprisionar o espectador na cadeira do cinema, o manipulando e o fazendo vivenciar a mesma experiência de descoberta do personagem principal. Além do acerto anterior, ainda recria a atmosfera sombria, de desesperança que envolve os indivíduos. É um filme que encontra o equilíbrio ao dosar efeitos especiais (que estimulam a sinergia e a aflição de quem assiste) com o contexto da análise sociológica dos tempos atuais (mesmo sendo apresentado no futuro), entre digressões filosóficas e entre a falta de apelo na totalidade (já que podemos dar um desconto a algumas cenas em câmera lenta e ao apelo inicial pelo corpo sarado do “vingador”). O que seria de um filme de ação sem alguns elementos característicos, não é mesmo? Outro ponto, desnecessário em outros filmes deste gênero, é imprescindível aqui.
A interpretação gestual dos atores indica o “pulo do gato”, traduzindo próximas ações do roteiro, como escolhas de real ou da fantasia impositiva; lágrimas; marcas corporais e tantas outras que não convêm dizer para que não se estrague a surpresa do momento. Concluindo, como disse um ótimo exemplar de thriller psicológico de construção, já que o protagonista, junto com o espectador, descobre qual ação realizar mediante o presente. Se falhar no agora, o futuro não existirá. Resolvi não comparar a versão anterior (do Arnold Schwarzenegger, de 1990), até porque são dois filmes distintos e em temporalidades diferentes, já que o antigo acontece em Marte. Mas levanto uma questão pertinente. A substituição por robôs. Em tempo de guerra, terroristas, mortes humanas já não são tão aceitáveis como no passado. Não poderia deixar de referenciar os filmes “Matrix”, “Batman”, o ultimo da trilogia de Christopher Nolan e “Identidade Bourne”, com Matt Damon. Vale a pena assistir. Recomendo.
O Diretor
Len Wiseman (Fremont, 4 de março de 1973) é um diretor estadunidense. Começou sua carreira no departamento de arte dos filmes: Godzilla, Homens de Preto e Independence Day. É casado com a atriz Kate Beckinsale que conheceu durante as filmagens de Anjos da Noite.

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