Ficha Técnica
Direção: Marcus Nispel
Roteiro: Thomas Dean Donnelly, Sean Hood, Joshua Oppenheimer, baseado na história de Robert E. Howard
Elenco: Rachel Nichols, Rose McGowan, Stephen Lang, Ron Perlman, Jason Momoa, Leo Howard, Bob Sapp
Fotografia: Thomas Kloss
Música: Tyler Bates
Direção de arte: James Steuart (supervisor)
Figurino: Wendy Partridge
Edição: Ken Blackwell
Produção: Boaz Davidson, Joe Gatta, Avi Lerner, Fredrik Malmberg, Les Weldon
Distribuidora: Califórnia Filmes
Estúdio: Lionsgate Films
Duração: 115 minutos
País: Estados Unidos
Ano: 2011
COTAÇÃO: RUIM
A opinião
“Conan, o Bárbaro” apresenta uma refilmagem do clássico homônimo de 1982 interpretado por Arnold Schwarzenegger. O novo filme é dirigido por Marcus Nispel, diretor germano-americano, famoso por realizar os remakes “O Massacre da Serra Elétrica” em 2003, “Frankenstein” em 2004 e “Sexta-feira 13”, em 2009. Conan é natural da Ciméria, um reino fictício do norte, considerado místico e bárbaro pelos mais civilizados reinos do Sul e que, geograficamente, corresponderia aproximadamente às Ilhas Britânicas. Os cimérios eram, supostamente, descendentes decaídos dos antigos atlantes e eram conhecidos por sua belicosidade, habilidade em escalar obstáculos e ódio aos atarracados pictos e aos ruivos vanires, dois outros povos com os quais disputavam fronteiras. Conan é descrito como ladrão sagaz, mercenário e assassino frio, formidável guerreiro, com olhos sombrios e mãos sempre prontas a empunhar uma espada. Vaga pelo mundo, por luta, ouro, mulheres e vinho. Detesta particularmente a magia e todos os seus praticantes. Ainda assim, ele conserva um certo princípio ético de justiça, o que o faria, por exemplo, defender pessoas indefesas, depor governantes mesquinhos, etc. Seu deus é Crom, considerado distante e que pouco liga para o destino dos homens, embora conceda força para vencer os inimigos.
É considerado invencível no combate de espadas. Possui força física avantajada e reflexos e sentidos aguçados. A refilmagem escalou Jason Momoa, conhecido pelos seriados “S.O.S Malibu” (Baywarch) e “Stargate: Atlantis”, completamente diferente do personagem de Arnold, que realizou todas as suas cenas, porque os produtores não conseguiram encontrar dublê de corpo. Aqui, Conan continua sendo destemido, com força descomunal e nascido durante a guerra, já que sua mãe morreu dando a luz a ele. Este início comporta-se com realismo violento e visceral, inserindo inúmeras tomadas áreas partindo do detalhe do personagem. Segue-se o prólogo explicativo e o processo de crescimento deste “guerreiro cimério”. A sutileza do olhar do pai, Ron Perlman, humaniza a ação, fornecendo o sentimental sem clichê. Conan demonstra agilidade, perseverança, habilidade, técnicas de competição, enfrentando os perigos de outras tribos. Daí em diante, o filme insere elementos, aos poucos, de gatilhos comuns, de fácil assimilação, como a câmera lenta em uma batalha. Ele é impiedoso, convencido, marrento, mimado e passional. “É hora de forjar uma espada. Mas antes de empunhá-la, você precisa entendê-la. Fogo e gelo, o segredo do aço”, diz-se. E complementa-se “Aja com moderação”, com tom épico de aventura. A violência é explicita. O sangue espirra. Digressionando, comento uma percepção que tive ao longo do tempo: é muito sangue. Um amigo, também crítico, ao meu lado, disse “Gastaram todo o orçamento em sangue”. Retornando, as conseqüências surreais acontecem. Nenhuma flecha atinge o personagem principal, e olha que são muitas.
Isso prejudica o convencimento do espectador para com o produto apresentado. O pai que deseja a vingança, a maquiagem caricata (como o dente podre de um homem), as expressões óbvias, ângulos de câmera apelativos. Tudo cansa logo após mais ou menos vinte minutos de duração. O que se encontra a seguir é o arrastamento de uma trama mal conduzida. Conan apaixona-se. Torturam seu pai. Poderes místicos e góticos. A mão marcada. Continua-se a atmosfera folhetim de entretenimento. A música, extremamente brega e de efeito, que acompanha, funciona como uma adição do patético. A vingança pode ser definida como o fio condutor, inferindo o Teatro do Oprimido, que sempre terá um opressor (com poder) e o oprimido (com humilhação). A parte mais interessante é a cena em que demônios de areia lutam com Conan. Extremamente bem feito. Há cenas em excesso de batalhas, de sentimentalismos baratos e de reviravoltas. Os efeitos especiais mostram-se pobres e simples, com erros, como exemplo o corte vertical que vira horizontal. Concluindo, um filme que não respeita a inteligência sequer do público médio. Não recomendo. Mickey Rourke estava cotado para viver Corin, pai de Conan, mas abandonou a produção por conflito de agenda.


O Diretor
Marcus Nispel, nascido em 26 de maio de 1963, na Alemanha. Famoso por realizar os remakes‭ “‬O Massacre da Serra Elétrica‭” ‬em‭ ‬2003,‭ “‬Frankenstein‭” ‬em‭ ‬2004‭ ‬e‭ “‬Sexta-feira‭ ‬13‭”‬,‭ ‬em‭ ‬2009.

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