A Trilogia

Por Chris Raphael


Sabemos que o coletivo de lobos é matilha e que o coletivo de peixes é cardume. Mas…e o coletivo de super-heróis? VINGADORES. Eis a maior concentração de super-heróis por metro quadrado nas telas de cinema..E tudo isso começou em 2008, com o lançamento da franquia HOMEM DE FERRO pela Marvel Comics, o primeiro filme do UNIVERSO CINEMATOGRÁFICO MARVEL.

O filme foi dirigido por Jon Favreau com Mark Fergus & Hawk Ostby e Art Marcum & Matt Holloway assinando o roteiro. O elenco é composto por Robert Downey Jr., Terrence Howard, Jeff Bridges, Shaun Toub e Gwyneth Paltrow. Com estréia em Sydney em 14 de abril de 2008, foi lançado nos cinemas em 2 de maio de 2008. Arrecadou mais de US$ 585 milhões, sendo afinal um grande sucesso comercial e de crítica. Contou com a atuação irretocável de Robert Downey Jr. na pele de Tony Stark. Foi o filme número 1 nos EUA e no Canadá na segunda semana de sua estréia. Até o momento, já observamos a sequencia de três longa-metragem de Homem de Ferro, sendo lançado Home de Ferro 2 em 2010 e Homem de Ferro 3 em 2013. O ilustre personagem também pode ser contemplado em filmes de outros heróis, como Capitão América, Homem Aranha e Vingadores.

No segundo filme da sequência, Homem de Ferro 2, também dirigido por Favreau, estreando no El Capitan Theatre em 26 de abril de 2010 e foi lançado internacionalmente entre 28 de abril e 7 de maio , as críticas recebidas, em sua maioria, foram positivas e foi comercialmente bem sucedido, arrecando mais de US$ 623,9 milhões na bilheteria mundial..Trouxe Mikey Rourke como o vilão Ivan Vanko (Chicote Negro).

Mas somente no terceiro filme da trilogia, Homem de Ferro 3, que foi lançado em 3 de maio de 2013 , é onde o personagem enfrentará seu maior e mais temido inimigo, o Mandarim, que em uma licença poética do diretor Shane Black (que também co-escreveu o roteiro juntamente com Drew Pearce), acabou saindo mais tímido do que o esperado e pairou sobrevoando como uma sombra mal posicionada.

O playboy Tony Stark é o amigo que todos desejam ter: mega inteligente, multimilionário e promotor das melhores baladas da face da terra, onde há um mix de diversão, beleza e futilidade. Dirige as Industrias Stark que herdou do pai e fornece instrumentos de defesa (armas) para os EUA.

Em síntese, no filme piloto, ele está no Afeganistão, prestes a demonstrar a mais nova criação bélica, quando o carro onde segue é bombardeado e pasmem, por suas próprias armas! É atingido por estilhaços de granada no peito, capturado e somente sobrevive graças a um eletroímã construído por seu companheiro de cela, que mantém os estilhaços longe de seu coração.

A reviravolta na trama se dá quando, aproveitando o ensejo, Tony acabando construindo uma arma ainda mais letal em forma de armadura, que o ajuda a escapar do cativeiro e posteriormente, se torna o carro chefe de sua industria.

Tony decide não mais fabricar armamentos e daí em diante, cria-se o conflito existencialista, onde este notório bon vivant resolve abraçar causas mais humanitárias, embora seu lado arrogante ainda possa ser notado.

É um misto de amor e ódio o que este personagem nos transmite, sendo, talvez, o mais icônicos dos Vingadores.

Suas decepções pessoais, relacionamentos familiares difíceis, e uma clara falta de amizades sinceras denotam uma fragilidade que não combina com o personagem em tela. Isso é compensado com a enorme carga de adrenalina nas cenas apoteóticas, recheadas de efeitos especiais e vilões que o põe a prova todo o tempo. O carisma do personagem principal, atrelado aos trejeitos do robô-computador doméstico faz com que o público se posicione ao lado do bom moço , enquanto este tira coelhos da cartola ou, melhor dizendo, soluções armamentistas do seu bolso, aguardando sempre mais em cada novo filme da franquia ou em suas aparições inesperadas em outros momentos peculiares nas telonas.

Os filmes da Marvel têm cheiro de pipoca e cara de sofá, em tardes preguiçosas de domingo: contribuem entretendo e fazendo seu papel no imaginário popular. Em momentos conturbados no cenário mundial internacional, nos aproximamos do arquétipo do salvador para solucionar e aquietar as mentes e os corações humanos. Trabalhados com a (des)construção do mito heróico, onde o bem e o mal se entrelaçam e caminham balizados pela atenção dispensada nas insanidades de vilões terrrestres (ou não).
Como na vida real (só que mais aprimorada), tratamos as inseguranças pessoais e coletivas enquanto aguardamos alguma solução fantástica para salvar o mundo.

Ah…o Universo Cinematográfico Marvel, nos tornando irremediavelmente mal acostumados…

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