Festival de Berlim 2018: “Tinta Bruta”


Dos diretores brasileiros (de Porto Alegre) Filipe Matzembacher e Marcio Reolon (de “Beira-Mar“), 118 minutos. Com Shico Menegat, Bruno Fernandes, Guega Pacheco.


Pedro ganha a vida em salas de bate-papo. A resolução da imagem pode não ser perfeita, mas quando Pedro se transforma em NeonBoy na frente da webcam, ele consegue criar a impressão desejada. Lentamente, esse jovem abaixa seus dedos em potes de tinta colorida e os desliza pelo corpo nu. Incandescendo no escuro, NeonBoy segue os comandos dos seus usuários até concordar em encontrar um deles, em uma sala de bate-papo privada, por dinheiro. Mas as coisas mudam quando a irmã de Pedro, Luiza, sai do apartamento compartilhado e percebe que alguém está imitando suas performances. Ele concorda em ir a um encontro com o seu misterioso rival.


Tal como acontece nos filmes anteriores da dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, nos encontramos novamente em Porto Alegre, no sul do Brasil, lugar que encontramos jovens estranhos e carentes em busca de intimidade, amizade e segurança. As imagens virtuais elegantemente entrelaçadas e as histórias dos protagonistas podem nos afastar do mundo real, no entanto permanecemos que a sociedade brasileira está cada vez mais homofóbica.


“Tinta Bruta (Hard Paint)” integra a mostra Panorama do Festival de Berlim 2018.


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