Festival de Berlim 2018: “O Processo”


Da diretora documentarista brasileira Maria Augusta Ramos, que tem como característica principal captar a essência pela presença de sua câmera mosca (de “Futuro Junho“, “Morro dos Prazeres“, “Seca”), 137 minutos. Documentário.


“O Processo” oferece um olhar pelos bastidores do julgamento que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016. O filme testemunha a profunda crise política e o colapso das instituições democráticas no país.


“Fico muito feliz com a seleção para o Festival de Berlim e para a Panorama, uma mostra que já exibiu grandes filmes. É um dos mais importantes festivais do mundo e que pode ajudar a aumentar a visibilidade do filme no exterior. É também uma forma de contribuir para a afirmação da cinematografia brasileira e chamar a atenção para o momento atual do país”, afirma a diretora Maria Augusta Ramos.


Diretora dos longas premiados “Futuro Junho” (2015), “Seca” (2015), “Juízo” (2013), “Morro dos Prazeres” (2013), “Justiça” (2004) e “Desi” (2000), em seu novo trabalho, Maria Augusta busca compreender e refletir sobre o atual momento histórico brasileiro. A diretora dá continuidade às abordagens desenvolvidas a partir do sistema judiciário do país na trilogia formada por “Justiça”, “Juízo” e “Morro dos Prazeres”.


Para realizar “O Processo”, Maria Augusta passou vários meses em Brasília, sua cidade natal, acompanhando cada passo do processo de impeachment, somando 450 horas de material filmado. Sem fazer entrevistas ou intervir nos acontecimentos, ela e sua equipe circularam por corredores do Congresso Nacional, filmaram coletivas de imprensa, registraram as votações na Câmara dos Deputados e no Senado e testemunharam bastidores nunca mostrados em noticiários.


“O Processo (The Trial)” integra a seleção da mostra Panorama do Festival de Berlim 2018.


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