Festival de Berlim 2018: “Eldorado”


Do diretor documentarista suíço Markus Imhoof (de “Mais Que Mel”), 92 minutos. Documentário. Com Robert Hunger-Bühler, Caterina Genta.


Quando Markus Imhoof, nascido em 1941, era um menino na Suíça, seus pais adotaram uma jovem refugiada italiana chamado Giovanna. Mas a política global destruiu a amizade das crianças. As lembranças do diretor desses eventos levaram-no a abordar a atual política de refugiados da Europa. E das 1.800 pessoas de barco na costa italiana. Nenhum teria chance de vir legalmente na Europa. Do navio, são levados para um campo de refugiados, gastando entre oito e quinze meses, em média. “Nós não prometemos paraíso, mas fica melhor todos os dias”, diz um trabalhador auxiliar. Para aqueles que optam por sair do acampamento, muitas vezes a única opção é trabalhar ilegalmente: as mulheres são forçadas a prostituição e os homens são contratados para trabalhar em plantações de tomate. Como uma das vítimas conclui: “Esta não é a vida, nem é a sobrevivência”. O filme questiona o sistema de ajuda organizada, que aceita refugiados em um círculo vicioso, em grande parte determinado pelos interesses econômicos.


“Eldorado” integra a seleção fora de competição do Festival de Berlim 2018.

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