Festival de Berlim 2018: “Bixa Travesty”


Dos diretores Claudia Priscilla (“Vestido de Laerte” e Kiko Goifman (de “Olhe Para Mim de Novo” – com Claudia; “Periscópio“; “FilmeFobia”), 75 minutos. Documentário.


Linn da Quebrada (de “Meu Corpo é Político“, “Corpo Elétrico“) é uma transmulher negra do subúrbio de São Paulo. Ela também é uma artista pop que levanta sua voz. Acompanhada por seu amigo de infância e parceiro, a transwoman Jup do Bairro, seus shows são nada menos que deslumbrantes. Ajudado por fantasias exorbitantes e muita técnica, suas performances são mistos de eletromusic contra a ordem de gênero heteronormativa branca brasileira e contra o machismo da cena do funk do país. Os momentos íntimos revelam seu lado mais gentil: enquanto toma banho ou cozinha com sua mãe, as conversas se voltam para o amor, o racismo e a pobreza. A narrativa insere imagens de arquivo na forma de vídeos caseiros. Começamos a perceber que Linn usa a nudez radical como um meio para minar os papéis de gênero aceitos e potencializar suas convicções sobre o feminismo e sua transexualidade (o papel de uma mulher cis). Ela prefere ser uma mulher com um pênis, cuja identidade de gênero não está vinculada por seus órgãos genitais, mas está em um estado permanente de fluxo.


“Bixa Travesty (Tranny Fag)” integra a mostra Panorama do Festival de Berlim 2018.


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