A esperança ainda não acabou!

Por Chris Raphael


Após quatro décadas de espera, a saga “Star Wars” tem o seu tāo esperado desfecho. Nāo, a saga nāo terminou. Mas cumpriu o inexorável destino: o novo sempre vem. Com o oitavo filme “Star Wars: Os Últimos Jedi”, despedem-se antigos e queridos personagens, que cumpriram seu papel neste universo recheado de conspirações políticas, dramas familiares e persiste a eterna luta entre o bem e o mal.

Entrar no universo cinematográfico Star Wars, tendo em mente que este influenciou uma geração, é, no mínimo, uma honra e um prazer. Sem mencionar o tamanho da responsabilidade. Dirigido por Rian Johnson (que também assina o roteiro), este é o filme mais longo da franquia, com 152 minutos. Ele também foi considerado para dirigir, em 2015, “Star Wars: O Despertar da Força” (que acabou nas mãos de J.J.Abrams). E, neste caso, não seria atrevimento dizer: Rian, bom trabalho!

A sinopse nos conta que após encontrar o mítico e recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) em uma ilha isolada, a jovem Rey (Daisy Ridley) busca entender o balanço da Força a partir dos ensinamentos do mestre Jedi. Paralelamente, o Primeiro Império de Kylo Ren (Adam Driver) se reorganiza para enfrentar a Aliança Rebelde.

Numa comparação entre os filmes, se é que isso é possível, enquanto J.J.Abrams utiliza a “velha fórmula do bolo”, Rian Johnson aposta na reinvenção do antigo, mostrando que sempre há novidade se você souber onde olhar. A semelhança com “O império contra-ataca” é visível a olho nu. Mas repaginada, nos apanha de surpresa. O filme representa bem uma nova e revisitada sequência, oferecendo entretenimento para os novos e antigos fãs. E a trilha sonora com Jonh Williams, confirmada desde 2016, só ajuda a abrilhantar a produção.

Este foi o último filme da saga a contar com a atriz Carrie Fisher, a eterna Princesa Leia, que faleceu em dezembro de 2016. Rian Jonhson chegou a cogitar encerrar a participação de Leia nesta produção, depois de sua morte. Mas depois decidiu que era uma performance linda. E informou que conta com J.J.Abrams para dar uma solução no próximo filme.

E então, com paisagens magníficas e sequências ótimas sequências, com efeitos especiais perfeitos, no mais recente filme da franquia novos elementos sāo inseridos na trama. Também observamos que, neste filme, muitos personagens estão mais bem humorados, arriscando mesmo algumas piadas e comentários divertidos. Tudo em doses homeopáticas, para nāo quebrar o clima de drama proposto desde o primeiro filme em 1977 (“Star Wars: Uma Nova Esperança”, dirigido por George Lucas, seu criador).

Muito já foi apresentado no filme anterior, em 2015. O lado maligno da força encarnado no emocionalmente instável Kylo Ren deixa a desejar como mega vilāo das galáxias. É um caminho longo a percorrer nos devaneios de sua personalidade. A novata Rey é conclamada a descobrir sua origem e encarar sua nova realidade. Como jedi recém treinada, esta será mais uma prova de resistência e caráter do que propriamente uma batalha. E o apelo tecnológico (e carismático) de andróides sempre presentes, sempre solícitos, sempre leais nos cativam a cada aparição.

A coragem e determinação dos personagens Finn e Poe Dameron nos deixa esperançosos em relação ao futuro da rebelião. Ninguém está disposto a desistir ou descansar. Os desafios intergalácticos nāo cessam. É preciso explorar todas as possibilidades de vitória ou conflito. Dramas pessoais, escolhas dignas de heróis e heroínas, atitudes altruístas elevadas ao máximo. Tudo construído para levar ao público a certeza de que a esperança é o bem mais precioso do universo. Antiga geração em busca de redenção. Mas ainda escasso de batalhas épicas.

Com alguns reencontros e algumas despedidas, personagens sāo descomissionados com dignidade. Embarcar nessa viagem é saber que a vida segue e outras novas estórias serão contadas.

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