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Release Oficial

De 10 a 16 de agosto o público do Rio de Janeiro vai poder conferir, gratuitamente, o Festival de Cinema da Nova Zelândia no Brasil, inédito no país. A programação do evento, que conta com nove longas-metragens, vai ocupar as salas do Espaço Itaú Botafogo.

Os filmes que estarão à disposição do público brasileiro apresentam histórias inspiradoras sobre a vida e a cultura dos neozelandeses. As obras impressionam pela força dos personagens e das histórias, com produções premiadas internacionalmente, Mahana (The Patriarch, 2016, de Lee Tamahori) e Mentiras Brancas (White Lies, 2012, de Dana Rotberg), documentários, filmes baseados em fatos reais e obras de ficção.

“Brasil e Nova Zelândia têm muitas semelhanças e, talvez, a mais interessante delas seja o fato de que os dois países acumulam grandes histórias, vividas por personagens aparentemente triviais e documentadas em obras cinematográficas. As obras que selecionamos para o Festival abordam essas possibilidades. São filmes que traduzem para o cinema a força dos personagens, o impacto, as contribuições e revoluções que podem ser causadas por indivíduos”, afirma a embaixadora da Nova Zelândia Caroline Bilkey.

Mahana_Tamihana

Lançado no ano passado, o aclamado Mahana – The Patriarch (leia AQUI nossa crítica completa) foi indicado a seis prêmios no New Zealand Film and TV Awards 2017 e é um dos selecionados para a mostra. O filme fala sobre a rivalidade entre duas famílias, que atravessa gerações até ser questionada por um jovem de um dos clãs. As particularidades e embates da relação entre avô e neto são o ponto chave do longa-metragem, baseado na obra de Witi Ihimaera.

O trabalho do escritor está também em outros dois filmes da mostra: A Encantadora de Baleias (Whale Rider) e Mentiras Brancas (White Lies). O primeiro leva às telas a história de uma garota Maori impedida de liderar sua comunidade por ser mulher. Sucesso no mundo todo, o filme rendeu uma indicação ao Oscar para a atriz Keisha Castle-Hughes, que na época das filmagens tinha 13 anos.

Mentiras Brancas (White Lies) fala sobre a relação de três mulheres diante de um segredo e também foi sucesso de crítica. A diretora Dana Rotberg recebeu o prêmio de melhor direção no The WIFTS Foundation International Visionary, cerimônia que reconhece o trabalho e as conquistas de mulheres do mundo todo. Na lista de exibições estão ainda os documentários Hip Hop-eration and The Ground We Won e os longas de ficção: Boy, The Dead Lands, The Dark Horse e Born to Dance.

O evento é realizado pela Embaixada da Nova Zelândia no Brasil, em parceria com o Ministério de Cultura, Artes e Patrimônio da Nova Zelândia e com a New Zealand Film Commission. As exibições no Brasil fazem parte de um projeto que este ano percorre também Argentina, Paraguai, Chile, México, Cuba e Colômbia. O Festival também passará por Curitiba (17 a 23/08/2017) e Belo Horizonte (24 a 30/08/2017).

2NZRJ

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