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O Festival Internacional de Cinema de Durban 2017

Por Fabricio Duque


The Durban Internation Film Festival (DIFF) chega em sua trigésima oitava edição e, mais uma vez, mantém a tradição de selecionar filmes brasileiros.

Na seleção oficial, e em estreia mundial première, a ficção “Delirius Insurgentes” (2017), dirigido por Fernando Mamari, protagonizado por Marcel Giubilei e produzido por Deborah Raposo (que já morou na África do Sul). Através, literalmente, de João, um artista plástico que começa a ganhar visibilidade, o filme insere a produção artística no atual contexto social e político. É um filme que debate a arte contemporânea, suas formas de produção e relação com a sociedade. Uma travessia pelos labirintos da mente, da arte e das possibilidades da percepção. Uma viagem sem retorno a um lugar desconhecido e perigoso. Devido ao embargo de estreia internacional, nosso site só poderá publicar a crítica no mesmo dia da exibição oficial.

 

Neste ano, outros brasileiros, do ano de 2016, integram a categoria Fora de Competição: temos as ficções “Para Ter Onde Ir”, de Jorane Castro; “A Gloria e Graça”, de Flávio Ramos Tambellini; “Jaqueline, Mississípi”, de Anderson Simão; “O Roubo da Taça“, de Caito Ortiz; “Os Incontestáveis“, de Alexandre Serafini; “Elon Não Acredita na Morte“, de Ricardo Alves Jr.; o documentário “Divinas Divas“, de Leandra Leal; o curta-metragem “Hora do Lancheee”, de Claudia Mattos.

No Wavescape Surf Film Festival, o festival paralelo, também temos o curta-metragem brasileiro “Adapt Your Mind”, de Ana Catarina Teles.


E em Estreia Mundial Première Documentário, temos “Praia“, de Guilherme B. Hoffmann. Um exercício livre, conceitual e antropológico-social sobre frequentadores de duas praias cariocas: Leme e Copacabana. Devido ao embargo de estreia internacional, nosso site só poderá publicar a crítica no mesmo dia da exibição oficial.


Programa Oficial Completo do Festival de Durban 2017: Confira  AQUI


O Festival

O Festival Internacional de Cinema de Durban acontece na província de KwaZulu-Natal, na África do Sul. Criado em 1979, apresenta sempre a celebração em tela do melhor no cinema sul-africano, africano e internacional. O festival oferece também oficinas de cineastas, seminários da indústria, fóruns de discussão e atividades de divulgação que incluem exibições em áreas municipais, lugar em que não há cinemas, incluindo Talent Campus Durban e um mercado de co-produção Durban FilmMart. Desde 2006, a Amnistia Internacional pelo grupo da Anistia de Durban também patrocinou um prêmio em dinheiro chamado Prêmio de Direitos Humanos da Amnesty International em Durban. Desde 2005, DIFF serve de lançamento sul-africano para o Wavescape Surf Film Festival. O Talent Campus Durban, em cooperação com o Berlinale Talent Campus, foi uma nova iniciativa em 2008.


Um dos destaques da edição deste ano é “The Wound”, de John Trengove, escolhido para abrir a mostra Panorama do Festival de Berlim 2017, é um filme único e particular sobre a homossexualidade na África do Sul tendo como pano de fundo um ritual excêntrico e da cultura deles, que liberta o ser, o deixando livre para ser um homem por completo e protegido. Com câmera subjetiva, o filme desenvolve-se nos procedimentos (uma versão ficcional que parece documentário), e no conflito questionador de um implicante que quer “corromper o sistema” e contradizer “Jesus e seus apóstolos”. O filme é curioso, mas o melhor foi sua apresentação pós exibição com diretor, o ator principal e no personagem real em que a história foi baseada. Ele deu uma aula sobre a hipocrisia da aceitação dos gays na África.

No edição de 2016 do festival, os filmes brasileiros “Califórnia“, de Marina Person; “Boi Neon“, de Gabriel Mascaro; “Animal Político“, de Tião, estiveram presentes, além dos destaques internacionais: “Assim Que Abro Meus Olhos“, de Leyla Bouzid; “Cemitério do Esplendor“, de Apichatpong Weerasethakul; “O Abraço da Serpente“, de Ciro Guerra; “Tangerine“, de Sean Baker.


Já em 2015, os destaques foram para as ficcões nacionais “Ela Volta na Quinta“, de André Novais Oliveira; “A História da Eternidade“, Camilo Cavalcante; “Casa Grande“, de Fellipe Barbosa;”Branco Sai, Preto Fica“, de Adirley Queirós; “O Grande Kilapy”, de Zézé Gamboa; e os documentários “Cidade de Deus – 10 Anos Depois“, de Cavi Borges, Luciano Vidigal; “O Sal da Terra“, de Juliano Ribeiro Salgado, Wim Wenders; e “Olho Nu“, de Joel Pizzini; e os internacionais: “Mommy“, de Xavier Dolan; “Eles Só Usam Black-Tie“, de Sibs Shongwe; “A Obra do Século“, de Carlos Quintela; “Suzanne“, de Katell Quillévéré; “Taxi Teerã“, de Jafar Panahi; “A Tribo”, de Miroslav Slaboshpitsky; “Theeb – O Lobo do Deserto“, de Naji Abu Nowar; “Pássaro Branco na Nevasca“, de Gregg Araki; “White Dog“, de Kornél Mundruczó;  “Winter Sleep“, de Nuri Bilge Ceylan.


Não Perca

“Mama Colonel”, de Dieudo Hamadi.  E em exibições especiais: “Amok“, de Vardan Tozija (Macedonia, 2016); “Z – A Cidade Perdida“, de James Gray; “Eu não Sou Seu Negro”, de Raoul Peck (France, 2016)

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