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Levante feminino no universo desconhecido

Por Francisco Carbone

Muito bom perceber que a urgência e o conteúdo de thriller que Kleber Mendonça Filho imprime e construiu em sua carreira vem reverberando em outros cineastas em carreiras mais jovens, como Fellipe Fernandes. Tendo pintado em Cannes ano passado com essa poderosa peça de minúcias, detalhes e inteligência cênica, o rapaz é um cineasta já a considerar pelo menos observação. Com um formidável intérprete como Nash Laila a sua disposição, Fernandes vai provocar ao menos muita discussão com um petardo que deixa o público debater sobre os reais valores de consideração do feminino em vista aqui. Na minha opinião humilde, trata-se de um objeto de libelo da força e da manutenção da mulher enquanto agente ativa da própria existência. Um exemplo de que se os seres humanos precisam de iniciativa, o do sexo feminino não podem esperar por ninguém. Sua sobrevivência depende de si mesmas. É sobre Raquel, que é moradora de um prédio-caixão condenado por risco de desabamento. Última residente a permanecer no edifício, ela precisa se mudar o quanto antes para garantir a segurança de sua família. Integra a sessão Panorama de Curtas da vigésima edição da Mostra de Cinema de Tiradentes 2017.

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