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O humano e o profano em simbiose com a natureza

Por Francisco Carbone

A cineasta Ana Vaz abdica do factual para adentrar o abstrato poético de um grito de liberdade, ecoando agudo e melancólico por seus 13 minutos. Através de uma relação muito etnográfica conhecida entre imagens e câmera, Ana passeia de maneira febril por um campo verde onde se esconde uma menina-onça, picada por cobra e enfeitiçada pela lua. A menina relata sua sedutora relação entre o animal e o celeste, envolvendo a narrativa em misticismo e folclore, num balé de imagens embriagadas e muito vivazes. E através do olhar de cada ser vivo em cena, da menina-onça aos tigres, da mata tremulante ao alarido de aves fugidias, temos a plena consciência do ciclo natural que corre nas veias dos fotogramas mostrados e interminavelmente nunca reluta em gritar: há terra!

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