Por Fabricio Duque

O Festival de Cinema Independente de Buenos Aires completou a maioridade. Em seus dezoito anos, o BAFICI, organizado pelo Ministério de Cultura do Governo da Cidade de Buenos Aires, conserva a atmosfera de ser um típico espaço cinematográfico de vanguarda-autor a fim de promover a produção mais “inovadora, arriscada e comprometida” com o independente. Foram onze dias em torno de vinte e sete sedes (pela primeira vez em toda a cidade de Buenos Aires), durante o mês de abril com uma temperatura que chegou as cinco graus. 
Sua primeira edição aconteceu em 1999, e ao longo dos anos, foi encorporando películas exibidas em outros festivais. Pode ser considerado como um Festival do Rio. Aqui, conta-se com um júri internacional e outro nacional, assim como também júris para algumas seções específicas (Melhor filme, Melhor Guión, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Curta-Metragem e podem ser fornecidos Menções Especiais). 

Este ano, dois brasileiros integraram Júris de diversas categorias. Na Competencia Oficial Internacional (que teve o brasileiro “O Espelho”, de Rodrigo Lima – um dos quatro que integraram o Movimento quadripartite “Tela Brilhadora”), o escritor carioca João Paulo Cuenca (diretor do curioso interessantíssimo “A Morte de J.P Cuenca” – que também foi exibido na Mostra Vanguarda, dividindo lugar com os ótimos “Homo Sapiens”, “A Dragon Arrives”). 

Já no do BAL – Buenos Aires Laboratory, em sua décima quarta edição dedicado exclusivamente ao WIP – Work In Progress (que contou com a presença de dois filmes brasileiros: “Antonio Um Dois Três”, de Leonardo Mouramateus; e “Elon Não Acredita Na Morte”, de Ricardo Alves Jr.), dando suporte a novos diretores no primeiro ou segundo filme, foi a vez da diretora do Festival do Rio, Ilda Santiago. 

O BAFICI 2016 ainda exibiu “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro (na Mostra Vanguarda); “O Garoto” (outro integrante da “Tela Brilhadora”), do mestre Júlio Bressane (na Mostra Carreiras); “Últimas Conversas”, de Eduardo Coutinho (na Mostra Carreiras); e “Mate-Me Por Favor”, de Anita Rocha da Silveira (na mostra Coming of Age). 

Todos os filmes da competição são exibidos no Village Recoleta Mall (que fica ao lado do Cemitério da Recoleta e próximo ao Centro Cultural Recoleta), facilitando assim assistir um maior número de filmes, visto que as outras sedes são distantes (uma média de oitenta pesos de taxi).

E AINDA… 

“MILES AHEAD”, de Don Cheadle (película oficial de encerramento do BAFICI sobre a vida de Miles Davis) 

“LES FILS DE JOSEPH”, de Eugène Green (película oficial de abertura do BAFICI) 

“ILLEGITIMATE”, de Adrian Sitaru (película romena na Competencia Internacional) 

“HEDI”, de Mohamed Ben Attia (da Competencia Internacional) 

“HOMO SAPIENS”, Nikolaus Geyrha (Vanguarda Y Género) 

“A DRAGON ARRIVES!”, de Mani Haghighi (Vanguarda Y Género) 

“LA HELADA NEGRA”, de Maximiliano Schonfeld (Noches Especiales) 

“MINÚSCULOS”, de Thomas Szabo e Hélène Giraud (Baficitos) 

“11 MINUTOS”, de Jerzy Skolimowski (Trayectorias) 

“BORIS SANS BÉATRICE”, de Denis Côté (Trayectorias) 

“UN ETAJ MAI JOS”, de Radu Muntean (Trayectorias) 

“FRANCOFONIA”, de Aleksandr Sokurov (Trayectorias) 

“GRANDMA”, de Paul Weitz (Trayectorias) 

“THINGS TO COME – L’AVENIR”, de Mia Hansen-Løve (Trayectorias) 

“A RUA DA AMARGURA – LA CALLE DE LA AMARGURA”, de Arturo Ripstein (Trayectorias) 

“MICROBE ET GASOIL”, de Michel Gondry (Trayectorias) 

“RIGHT NOW, WRONG THEN”, de Hong Sang-Soo (Trayectorias) 

“SANGUE DEL MIO SANGUE”, de Marco Bellocchio (Trayectorias) 

“HITCHCOCK / TRUFFAUT”, de Kent Jones (Cinefilias) 

“GREEN ROOM”, de Jeremy Saulnier (Nocturna) 

“SCHNEIDER VS. BAX”, de Alex van Warmerdam (Trayectorias) 

“THE DIARY OF A TEENAGE GIRL”, de Maurielle Heller (Hacerse Grande) 

“SHE’S FUNNY THAT WAY”, de Peter Bogdanovich (Peter Bogdanovich) 

“SHAUN: THE SHEEP”, de Mark Burton e Richard Starzak (Baficito) 

“A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA”, de Peter Bogdanovich (Peter Bogdanovich) 

“HOMELAND – IRAQ YEAR ZERO”, de Abbas Fahdel (Derechos Humanos)

OS VENCEDORES DO [18] BAFICI 2016
COMPETIÇÃO OFICIAL INTERNACIONAL
Melhor Filme: La larga noche de Francisco Sanctis, de Andrea Testa e Francisco Márquez (Argentina)
Melhor Diretor: Tamer El Said por In the last days of the city (Egipto)
Melhor Ator: Diego Velazquez por su labor en el film La larga noche de Francisco Sanctis, de Andrea Testa; e Francisco Márquez (Argentina)
Melhor Atriz: Liliana Trujillo, por su labor en el film Rosa Chumbe, de Jonatan Relayze (Perú)
Prêmio Especial do Júri: La noche, de Edgardo Castro (Argentina)
Menção Honrosa: John From, de João Nicolau (Portugal-Francia)
Menção Honrosa: Rosa Chumbe, de Jonatan Relayze Chiang (Perú)
COMPETIÇÃO OFICIAL ARGENTINA
Melhor Filme: Primero enero, de Darío Mascambroni
Melhor Diretor :  Melisa Liebenthal, por Las Lindas
Menção Honrosa: Raídos, de Diego Marcone
COMPETIÇÃO CURTA-METRAGEM ARGENTINA
Primeiro Prêmio: Los días felices, de Agostina Guala (Argentina)
Segundo Prêmio: El mes del amigo, de Florencia Percia (Argentina)
Terceiro Prêmio: Error 404, de Mariana Wainstein (Argentina)
Menção Honrosa: Berlín, de Luciano Salerno (Argentina); e Un ejercicio para no olvidar, de Gabriel Bosisio (Argentina)
COMPETIÇÃO DIREITOS HUMANOS
Menção Honrosa: Ombre della sera, de Valentina Esposito (Italia)
Melhor Filme: A Maid for Each, de Maher Abi Samra (Líbano)
COMPETIÇÃO AVANT GARDE & GENRE
Grande Prêmio: Stand by for Tape Back-up, de Ross Sutherland (Reino Unido)
Melhor Film: Bone Tomahawk, de S. Craig Zahler (Estados Unidos)
Melhor Curta-Metragem: Vintage Print, de Siegfried Fruhauf (Austria)
COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA
Melhor Filme: Inmortal, de Homer Etminani (Colombia/España)
Melhor Diretor: María Aparicio, por Las calles (Argentina)
Menção Honrosa: La última navidad de Julius, de Edmundo Bejarano (Bolivia)
UNOFFICIAL AWA PREMIAÇÕES EXTRA-OFICIAIS

Prêmio SIGNIS: La larga noche de Francisco Sanctis  de  Andrea Testa e Francisco Márquez (Argentina)
Menção Honrosa: Le Noveau de Rudi Rosenberg (Francia)
Premio FEISAL – Federación de Escuelas de imagen y Sonido de América Latina
La larga noche de Francisco Sanctis de  Andrea Testa y Francisco Márquez  e Primero enero de Darío Mascambroni
ADF – Asociación de Argentina de Autores de Fotografía Cinematográfica 
Olivier Vanaschen por su trabajo en la película Je me tue a le dire (Bélgica- Francia)
ACCA – Asociación de Cronistas Cinematográficos Argentinos:
Raídos, de Diego Marcone (Argentina) e 
Solar, de Manuel Abramovich (Argentina)
SAE  EDA – Sociedad Argentina de Editores Audiovisuales y la Asociación Argentina de Editores Audiovisulaes:
Diego Marcone por la película Raídos, de Diego Marcone (Argentina)
FIPRESCI

La última navidad de Julius, de Edmundo Bejarano (Bolivia)

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