Por Fabricio Duque
Direto do Festival de Cannes 2015

 

“L’ombre Des Femmes”, de Philippe Garrel (de “Amantes Constantes”, “O Ciúme”, “A Fronteira da Alvorada”). O novo filme do cineasta do existencialismo revolucionário busca abrigo na cinefilia, de estrutura clássica, direta e questionadora da moralidade humana (a culpa). Logicamente, não podemos negar a “impressão” do “ego” autoral do realizador, mas se isto poderia ser um elemento depreciativo, aqui é a chave para traduzir a Nouvelle vague. O longa-metragem, em preto e branco, prolonga a ação do momento, com a narração que descreve com adjetivos as ações de seus personagens como uma história literária. “Não é sacrifício e sim a escolha”, diz-se criando a metáfora entre “o espírito da resistência” (da revolução política) com o eterno confronto moral da traição e suas consequências (de rebater a moeda e de “lobo à ovelha”). O aparecimento da música do nada desnorteia a própria trama, talvez sendo a suavização passional e ingênua do próprio ideal nostálgico e de conservadorismo pseudo libertário. Genial.

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