Por Fabricio Duque

Talvez, para fins de documentação histórica, em “Revoada”, de José Umberto, um filme de 2008 (e comercializado com a data de 2014), e exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes em 2015, seja muito melhor focar na ideia pretendida de seu diretor que propriamente em uma elaborada crítica analítica em si. Porque é um longa-metragem livre, poético-pessoal, com dificuldades orçamentárias e liberdade poética do tema apresentado. A sinopse nos conta que assim que morre Lampião, os sobreviventes do bando decidem vingar seu “”rei””. O grupo carrega consigo muito ouro, dinheiro e a revolta pela tragédia. É quando um policial entra no encalço dos últimos bandoleiros, que se desintegram nas montanhas. A fuga reúne amizade, ódio, sonho, paixão, além do medo de morrer. Nesta rota turbulenta de reveses eles avistam o crepúsculo do cangaço. Como disse, por ser pessoal, a tendência é o caminho do ingênuo, da crença absoluta no resultado e uma “preguiça” da própria direção, deixando as cenas o mais anti-naturalistas possíveis. Nós acreditamos que todo e qualquer filme deve ser assistido, pois o que nos move é nosso subjetivismo e nossa individualidade interferida no meio-mundo em que vivemos. 

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