Por Fabricio Duque 
Direto do Festival de Berlim

“O Grande Hotel Budapeste”
consagra a obra-prima do diretor Wes Anderson, por conjugar elementos
característicos de sua carreira cinematográfica com uma trama linear, apesar
das digressões e por uma direção que conduz pela sutileza e por uma irônica
nostalgia de um passado presente. Com um “time” de atores “amigos” que “adoram trabalhar no mundo encantado de Wes Anderson”. Durante as filmagens, equipe e elenco ficaram
hospedados no mesmo hotel “fictício” na Alemanha, lugar que as cenas foram
rodadas. Wes levou um cozinheiro e todos tomavam café e jantavam juntos, visto
que ele “odeia a cultura dos camarins individuais em que cada pessoa se tranca
e não interage com os outros”. O filme corrobora o estilo do diretor, unindo
excentricidade de realismo fantástico com humor “estranho” e fantasioso, em um misto de ironia e ingenuidade proposital. O
longa-metragem integrou a lista da mostra competitiva oficial do Festival de
Berlim 2014 e abriu oficialmente o Berlinale. Na plateia, Tilda Swinton
vestindo “David Bowie” e um elenco com sorrisos-picardias. 

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