Por Fabricio Duque
O festival de cinema mais
importante do Rio de Janeiro está começando com muitas expectativas. Já se pode
perceber pela mudança da sede das sessões de Gala (as mais disputadas serão
exibidas ao menos em quatro salas), que nesta edição acontecerão nas seis salas
do Cinépolis Lagoon, uma possibilidade de suprir os seiscentos lugares da sede
anterior, o Odeon (que a maioria configura-se de convidados).  A diretora do Festival do Rio, Ilda Santiago,
explica que no novo espaço poderá ter uma sala exclusiva para o público que
comprar ingressos. Com orçamento de mais ou menos oito e meio milhões de reais,
o Festival do Rio de número dezesseis começa no dia 24 de setembro até 08 de
outubro, com 350 filmes em 35 telas, sem se esquecer da semana posterior da já
famosa (e esperada) Repescagem, que trocando em miúdos, uma última chance de
assistir aos filmes perdidos.
Desta vez, não haverá a Mostra
Gay. Os filmes LGBT serão distribuídos em outras mostras. “Entendemos que os
filmes, tais como as pessoas, não se diferenciam por orientação sexual”, disse
a Ilda ao André Miranda, do jornal O Globo. Outra novidade é a criação do
primeiro Troféu LGBT, Felix, inspirado e com apoio do Teddy Bear (Berlinale). O
nome escolhido referencia a tradução de “feliz” do latim e não há nenhuma
inferência menor que seja ao personagem de Mateus Solano na última novela da
Rede Globo. O país homenageado será o México.
O JÚRI
Na quarta-feira, 8 de outubro, o
Festival do Rio 2014 vai anunciar os vencedores do Troféu Redentor deste ano,
da Competição Oficial e da mostra Novos Rumos. A cerimônia de entrega dos
prêmios acontecerá no pavilhão do festival.
Além disso, o Festival tem ainda
dois prêmios paralelos: o Prêmio Felix, para o melhor filme de temática LGBT do
Festival, e o Prêmio FIPRESCI, para o melhor filme Latino-Americano.
PREMIÈRE BRASIL – COMPETIÇÃO
Karim Aïnouz – presidente do júri
Diretor e artista visual nascido
em Fortaleza, dirigiu filmes como Madame Satã (2002), O céu de Suely (2006), O
abismo prateado (2011) e Praia do Futuro (2014). Seu trabalho mais recente,
Domingo (2014), faz parte da seleção da mostra Itinerários Únicos do Festival
do Rio deste ano.
Andrea Barata Ribeiro
Nasceu em São Paulo. É
sócia-fundadora da O2 Filmes, onde produziu filmes como Cidade de Deus (2002),
Ensaio sobre a cegueira (2008), À deriva (2009) e Xingu (2012), entre outros.
Maurizio Braucci
Roteirisita, nasceu em Nápoles,
na Itália, e escreveu filmes como Gomorra (2008), Napoli, Napoli, Napoli
(2009), Reality – A grande ilusão (2012) e Pasolini (2014).
Malu Mader
É atriz e diretora nascida no Rio
de Janeiro. Atuou em filmes como O invasor (2001), Brasília 18% (2006) e Casa
da Mãe Joana (2007). Dirigiu o documentário Contratempo (2008).
Mike Downey
Produtor britânico, é
sócio-fundador da Film and Music Entertainment (F&ME). Esteve por trás de
três filmes selecionados para o Festival este ano: Rio 50 graus, O presidente e
Perdido em Karastan.
MOSTRA NOVOS RUMOS
Felipe Bragança – presidente do
júri
Cineasta carioca, dirigiu, com
Marina Meliande, A fuga da mulher gorila (2009) e A alegria (2010). Coordenou o
longa coletivo Desassosego (2011) e escreveu O céu de Suely (2006) e Praia do
Futuro (2014).
Bianca Comparato
Atriz carioca, atuou em novelas
como Avenida Brasil (2012) e nos filmes Como esquecer (2010) e Somos tão jovens
(2013), pelo qual ganhou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de melhor atriz
coadjuvante.
Cavi Borges
Diretor e produtor carioca, é
fundador da Cavideo, locadora especializada em filmes de arte. Dirigiu 34
curtas e seis longas, dente os quais se destaca Cidade de Deus – 10 anos depois
(2013).
  
PRÊMIO FELIX
Melhor filme de temática LGBT
Wieland Speck – presidente do
júri
Nascido em Freiburg, é curador da
seção Panorama do Festival de Berlim e cocriador do Prêmio Teddy. É também
diretor, autor e produtor de cinema e TV, e leciona em universidades e
instituições cinematográficas.
Albertina Carri
Diretora, produtora e roteirista,
nasceu em Buenos Aires. Dirigiu filmes como Los rubios (2003) e La rabia
(2008). É diretora artística do Asterisco, primeiro festival de cinema LGBTIQ
da Argentina.
Malu de Martino
Cineasta carioca, dirige projetos
culturais, institucionais e documentários para o cinema e televisão. Entre seus
filmes, estão Como esquecer (2010) e Margaret Mee e a flor da Lua (2012).
João Emanuel Carneiro
Nascido no Rio de Janeiro, é
roteirista e autor de novelas. Assinou o roteiro de Central do Brasil (1998) e
O primeiro dia (1999), ambos de Walter Salles. Escreveu novelas de sucesso,
como A favorita (2008) e Avenida Brasil (2012).
PRÊMIO FIPRESCI
Melhor filme latino-americano
Ernesto Diez-Martinez, México
Escreve para os jornais Reforma e
Noroeste, para a revista Icónica, da Cineteca Nacional, e para seu blog
pessoal, Vértigo (cinevertigo.blogspot.mx).
Luiz Zanin, Brasil
Paulista, é repórter de cultura e
colunista do jornal O Estado de S. Paulo e é presidente da Abraccine.
Roni Filgueiras
Carioca, é editora-assistente do
jornal O Dia e crítica de cinema da ACCRJ.

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