Por Francisco Carbone

A vontade que eu tenho é de escrever 10 laudas, mas o Festival e seu ritmo me impede; inspiração não é um poblema quando se trata do nível apresentado. Mas num resumo não tão resumido assim, trata-se de uma das mais importantes e relevantes obras do ano. E quando escrevo “importante” não leia politicamente, não agora, não nesse texto. Resolvi me ater hoje só ao que o filme tem de Cinema. E de Humano. Franck é jovem, homem e procura. Como eu, você e o resto do mundo, tem sede. Antes de encontrar, Franck se permite tentar, talvez ousar. E Franck acha, não uma possibilidade, mas duas. Dois caminhos diametralmente opostos em busca do mesmo desfecho. Pedras tem por todos os lados, mas o dificil será escolher entre a tranquilidade da paz e a excitação da guerra. Franck finalmente acha o que procurava, duas vezes… abrir mão do outro. Essa tarefa só é possível pra quem está disposto a olhar além de si mesmo e analisar um futuro que pode até não existir. Alain Guiraudie conjuga todos esses verbos (e muitos outros) num show de narrativa, construção dramática, e encorado no melhor elenco que um diretor poderia querer. Tudo isso a beira de um lago, onde todos os sentimentos serão testados, onde toda entrada de cena traz um elemento novo, onde tudo pode ser a ultima vez. E será. A propósito, Franck é gay. Tem medo do inseguro e dos fantasmas ao seu redor. Não quer ficar só… quem de nós quer?

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