Por Francisco Carbone

Difícil é conseguir ficar imune a esse documentário, pro bem ou pro mal. Espécie de mistura entre a luta do Camboja para se libertar da sua ditadura e documento particular sobre a vida de Rithy Pahn, que é diretor do filme e idealizador do projeto. A ideia que ele conseguiu é não menos que brilhante: mostrar o desenvolvimento da luta da sua família durante os anos de chumbo do seu país de origem! escolhendo o mal original dos formatos para tanto. Vemos todo um país e uma história de vida serem representados na tela por bonequinhos de argila, pintados e cheios de feições, que dá um cara emocional muito grande a um projeto que já por si só uma explosão intimista. Tudo bem que lá pelas tantas Pahn começa a se repetir e o discurso parece mais preocupado em encher linguiça do que necessariamente concluindo o grande filme que ele nos apresentou durante uma hora. O fascínio inicial do filme não foi embora, e nem será.

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