Por Francisco Carbone

Entrar num susto dentro de uma sessão é uma sensação que só o Festival do Rio ainda me dá; ler uma sinopse e apostar aleatoriamente na qualidade do mesmo rezando pra que tudo dê certo é normal dentro dessa estrutura. Agora quantas vezes isso tudo acontece e o resultado é um grande filme mesmo? ‘Diego Star’ é o nome de um navio e também dá título a essa produção humana e cheia de carinho, pungente, grande coração e honesta até a raiz. O filme mostra o tal navio do título atracado num porto canadense após uma explosão em um dos motores; impedido de continuar viagem e ameaçado de inspeção, resta a seus marinheiros aguardar novas ordens na geladíssima cidade, onde um deles vai acabar virando a vida de uma jovem mãe de cabeça pra baixo. Sim, a história é o cúmulo da simplicidade e tudo é abordado de maneira nada didática; apesar do caráter do filme não ter grande invenção, é a abordagem despojada e o viés pouco utilizado que fazem a diferença. O casal protagonista também parecem pessoas comuns e tem desempenhos bem acima da média; o fato é que estou muito satisfeito de ter descoberto essa joia perdida.

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