Werner Herzog ministra aula como convidado de Honra no Festival 4+1

A plateia, basicamente, formada  de cinéfilos, estudantes de cinema, jornalistas e fãs do cinema “autoral” e de fértil material bruto humano, lotou a teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. O cineasta, famoso por “Fitzcarraldo” (completa 30 anos neste ano), “o mais monumental de seus épicos”, dito pelo crítico Carlos Helí de Almeida, com três anos de complicada pré-produção, rodado no Peru e na selva amazônica; e pela fascinação pelos conflitos do homem com a natureza, brindou a todos com informações didáticas e curiosas,  vendendo simpatia e paciência. “Se você não ler, não será um bom cineasta. Precisa encontrar a voz certa”, iniciou a palestra, misto de auto-ajuda e estímulo a novos realizadores. Alguém definiu o seu trabalho como “alta potência do falso”, então Herzog (com seus 70 anos) rebate “Storyboard é um instrumento para covardes”. Todos riem. E continua “O segredo é capturar o público de início e deixá-lo ir no final (como a cena da galinha dançante, de um de seus filmes)”, entre fragmentos escolhidos pelo próprio de seus filmes. Durante o processo de “Fitzcarraldo”, o diretor escreveu um diário que virará livro “Conquista do Inútil”, logo para 2013. “É uma espécie muito especial de prosa, mas poética, um diário íntimo sobre sonhos febris da selva. Levei 24 anos para tomar coragem de voltar às anotações. Naquele período, eu me sentia desafiado sozinho, tudo estava contra mim, ninguém acreditava que eu iria fazer um barco escalar uma montanha”, conta Herzog. E finaliza “Dediquei minhas emoções ao público”. 

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