Perfil William Friedkin 

O cineasta nasceu em Chicago, dia 29 de agosto de 1935. Seu trabalho vai ao encontro da “reflexão da maldade em seu estado mais puro”. “Filho dos filmes europeus dos anos 50 e 60”, buscou inspiração na obra “Orfeu Negro”, de Marcel Camus.  Ganhador do Oscar de 1971 por “Operação França”, escreve, há cinco anos, uma autobiografia “The Friedkin connetion”, em 2013, ano que “O Exorcista” comemora 40 anos. O último filme, “Killer Joe” continua tentando desvendar o lado sombrio da alma humana, e um forte candidato ao Oscar. “Tirar um filme do papel é um milagre, sobretudo nos dias de hoje, quando o cinema não está mais interessado em provocar discussões. Um filme como O Exorcista jamais seria feito nos dias de hoje. Antes era uma nação baseada na fé. Hoje temos lideranças políticas que tratam a fé como algo primitivo. Ninguém acredita mais na Igreja”, diz o diretor. E continua “Fui ver a continuação que não dirigi, e vi gente querendo jogar mais do que tomates na tela”. “Killer Joe, peça de Tracy Letts, é mais um espelho do nosso governo do que do nosso povo. No fundo é um filme sobre família e sobre organização familiar. Retrata o limite entre ambição e obsessão em histórias triviais. Busca o realismo para expor moléstias. Não precisa de metáforas”. “A produção de 1970 foi o último resquício de um cinema que sonhava contar histórias originais sobre gente, sem precisar da fantasia para isso”, finaliza. 

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