O diretor argentino Juan José Campanella passou pelo Festival de Gramado deste ano e lá explicou um pouco do cinema que faz, de suas referências e do que o estimula



Juan José Campanella nasceu em Buenos Aires, no dia 19 de julho de 1959. Diretor de “Filho da Noiva”, “O Mesmo Amor, A Mesma Chuva”, “O Segredo de Seus Olhos” (ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro) foi homenageado no Festival de Gramado deste ano por ser um realizador que exporta a imagem do continente ao mundo. “Nós sabemos que os brasileiros são exagerados, mas isso já é demais”, brincou o cineasta quando subiu ao palco. Sobre o novo projeto disse “Duas semanas depois, comecei a trabalhar em ‘Metegol’ (jogo de totó). Se soubesse o que era animação, não teria feito. É como dirigir um longa com atores, só que em vez de durar três, quatro semanas, se estende por três anos. Demanda dedicação total. Não tenho férias, feriado, não tenho vida”. Campanella segue a cartilha clássica dos filmes feitos em seu país até os anos 1970 (de Mario Soffici e Pepe Arias), por isso, a nostalgia e poesia retrô de seus longas. “Não penso naquilo que faço, até porque não me interessa fazer cinema de renovação de linguagem. É contar boas histórias e não reinventar a roda”. Quanto a Ricardo Darin, Juan diz “É um enorme ator, nos damos muito bem, temos um senso de humor e de dramaturgia bastante parecido. Ele consegue levar um filme mesmo com os aspectos negativos do personagem. Não é um ator fetiche: está nos meus filmes por sua capacidade e talento. Dele, eu sei que terei cumplicidade”. E finaliza com o hábito incorporado. “Prefiro passar as noites vendo seriados de televisão em DVD a longas. A sala de cinema cada vez mais ficará restrita a grandes espetáculos ou a filmes autorais”. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos Relacionados