Por Marise Carpenter

O filme Um Divã para Dois, surpreende por sua delicadeza ao tratar de um tema que, quase certo, tocará muitos casais. Trata-se de um filme que fala sobre o ninho vazio em um casamento e somente percebido pelo casal alguns anos após a saída dos filhos para irem viver suas vidas longe das asas dos pais. No princípio, o quarto dos filhos foi preparado para ser o quarto de hóspedes dos mesmos, mas logo um dos quartos começou a ser ocupado pela figura masculina do casal. Começa, então, o casal a dormir em quartos separados e somente depois de alguns anos se dão conta do abismo criado entre eles. Aí entra a personagem de Meryl Streep, constrangida, envergonhada, delicada, mas decidida a salvar um casamento de 33 anos. Por um bom tempo o filme segue o tom que Meryl dá a sua personagem, o que é muito bom, com boas cenas do ator Tommy Lee Jones, seu marido, o qual corresponde harmoniosamente com esse tom. A direção de David Frankel fica bem assim e nem nos lembramos de O Diabo Veste Prada. A partir daí o filme conta com mais ação e as novidades começam para eles e para nós espectadores. Saio do cinema satisfeita porque um filme como esse, fácil e simples, dá o que pensar, faz mexer. É um filme que se encaixa não só para casais – de qualquer formato – que vivem juntos, mas também e muito bem para pessoas que vivem sós. O filme dá um toque de que para viver um dia após o outro tem que ter imaginação e amor, seja por outro, por outros, mas, principalmente, por nós mesmos.

UM DIVÃ PARA DOIS (Hope Springs)
Direção: David Frankel
Com Steve Carell, Meryl Streep e Tommy Lee Jones

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