Ficha Técnica


Diretor: Guillaume Canet
Roteiro: Guillaume Canet
Elenco: François Cluzet, Marion Cotillard, Jean Dujardin, Gilles Lellouche, Benoît Magimel, Laurent Lafitte, Valérie Bonneton, Pascale Arbillot, Joël Dupuch, Anne Marivin, Louise Monot, Hocine Mérabet
Fotografia: Christophe Offenstein
Produção: Alain Attal
Distribuidora: Califórnia Filmes
Duração: 155 minutos
País: França
Ano: 2010
Site: http://www.lespetitsmouchoirs-lefilm.com/
 

A Praia de Guillaume Canet

“Até a Eternidade” utiliza-se de atores conhecidos, como Marion Cotillard, que é casada com o diretor do filme em questão aqui, Guillaume Canet (ator do filme “A Praia”, dividindo atenção e a namorada com o personagem de Leonardo DiCaprio), e Jean Dujardin (o novo queridinho francês, que ganhou melhor ator por “O Artista”), a fim de transpassar uma individualidade latente e presente nas relações pessoais da atualidade. O filme aborda a história de um grupo de amigos que, apesar de um evento traumático, decidem manter as férias anuais na praia. A relação entre eles, suas convicções, senso de culpa e amizade serão levados às últimas consequências. O objetivo do diretor é desmascarar hipocrisias e falsas verdades. Não que estes amigos não amem o acidentado, mas é fato que as próprias vidas aparecem em primeiro plano. O egoísmo vivido por eles é aceitável, devido ser natural e identificável. Todos são assim. Uns menos (por culpa), outros mais (por desprendimento). Não podemos fugir do estágio de ser, que nós mesmos vivemos todo tempo. O filme torna-se tedioso ao passar o tempo, mas não podemos negar a magnitude que as cenas iniciais são apresentadas. 

A câmera, luz, música, ângulos, traduzidos em sequências longas, quase sem cortes, tudo exemplifica, resume e demonstra sinestesia que o roteiro deseja passar. Há agilidade em viver, em experimentar, em aproveitar até as últimas consequências. As drogas, a boate, a música do Jet “Are You Gonna Be My Girl?”, o beijo, a saída do personagem da boate, a moto, tudo é acompanhado de forma videoclipe até a tragédia, ponto que a velocidade narrativa modifica-se. É um filme que tenta mesclar elementos demais, por isso perde-se no contexto. Ora comédia de absurdos, ora existencial, ora com piadas clichês alternando humor francês com o americano, ora utiliza-se da nostalgia, apelando a Damien Rice (um gatilho bem comum quando não se sabe por qual caminho percorrer). 

O roteiro tenta expressar o relacionamento deles, com picardias, às vezes internalizadas. São tentativas de erro e de acerto, tanto por parte dos personagens, quanto da parte narrativa. Em certo momento, o espectador questiona-se: qual o real objetivo do filme? Não é claro, passeia-se entre a depressão sarcástica e a alegria superficial, entre o típico cinema francês e o novo cinema americano, entre músicas românticas e depressivas, enfim, desta forma, a conclusão que temos é um exemplar perdido e longo, que se torna interessante em alguns momentos, mas que como um todo não se sustenta. Reitero que as primeiras cenas valem cada centavo pago ao filme. Vale a pena assistir (pelo início). Indicado ao César de Melhor Ator Coadjuvante (Gilles Lellouche) e Melhor Atriz Coadjuvante (Valérie Bonneton).
O Diretor
Guilherme Canet (Boulogne-Billancourt, 10 de abril de 1973) é ator e diretor francês. Foi casado com a atriz alemã Diane Kruger. Atualmente está com a atriz francesa Marion Cotillard.

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